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Cúpula do Exército aposta em delação de Cid para depuração da Força depois do 8 de janeiro

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A cúpula do Exército passou a apostar da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, como uma espécie de ?depuração? das Forças Armadas depois do grande desgaste provocado com a tentativa de Golpe de Estado no dia 8 de janeiro.

A informação de que a Polícia Federal aceitou fechar um acordo de delação de Cid já tinha circulado desde a noite desta quarta-feira (6) entre integrantes do Alto Comando do Exército.

Nas palavras de um integrante da cúpula militar, a delação será positiva, pois vai poder separar o ?joio do trigo?.

O aprofundamento da investigação foi bem recebido nas Forças Armadas. A expectativa é que uma colaboração ampla de Cid, envolvendo vários episódios, possa ajudar a responsabilizar outros militares da ativa e da reserva e ser uma espécie de ponto de corte, para explicitar que o cometimento de ilegalidades foi algo restrito no Exército. Até aqui, a preocupação nas Forças Armadas é com a generalização de responsabilidades.

O comandante do Exército, general Tomás Paiva, tem explicitado sempre o caráter legalista da Força e tem trabalhado intensamente pela despolitização dos quartéis, depois da forte influência bolsonarista dos últimos anos.

Questionado sobre a delação de Cid em entrevista ao GloboNews Mais, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, também sinalizou que esse momento da investigação seria positivo.

“Nós, das Forças Armadas, estamos mais curiosos e precisamos ter um protagonismo nisso. Não podemos ficar refém nisso. Acho que as coisas estão a caminho de ser elucidadas. O clima de hoje [7 de setembro] mostra que nós estamos todos do mesmo lado. Evidentemente que tem alguns elementos, de forma isolada… Eu dou muito o exemplo do jogo de futebol. Você tem um time. Tem um jogador indisciplinado. O juiz põe ele pra fora. Ele está com a camisa do time. Ele é expulso com a camisa do time. Ele sai de campo com a camisa do time. Mas não é o time?, disse José Múcio.

Fonte G1 Brasília

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