O Cuiabá venceu novamente. Mais importante do que o placar de 3 a 1 sobre o América-MG foi a maneira como a vitória aconteceu: de virada, com autoridade, com brilho individual e, sobretudo, com sinais claros de evolução coletiva. O time comandado por Guto Ferreira emendou a segunda vitória consecutiva como mandante ? e novamente revertendo um placar adverso, repetindo o roteiro do 3 a 1 sobre o Amazonas, na Arena Pantanal. O Dourado cresce no momento certo da Série B.
A vitória desta quarta-feira, pela penúltima rodada do primeiro turno, teve ingredientes que ajudam a contar uma história de fortalecimento interno. Guto começa a conhecer melhor o elenco, experimentar soluções e colher os frutos. Mesmo com desfalques importantes ? como Mateusinho, Alan Empereur e Max ?, o time não perdeu sua estrutura e mostrou ter reposições, especialmente com os recém-chegados e os jovens da base.
Safira: liderança técnica em campo
Dentro de campo, Alisson Safira foi o grande nome da noite, com um gol e duas assistências. Mais do que isso, mostrou personalidade e leitura de jogo, sendo decisivo em três momentos-chave: na cobrança do pênalti que empatou a partida, no passe de calcanhar para o golaço de Jader e na assistência final para Juan Christian fechar o placar. Em um time em formação, jogadores assim se tornam pilares.
Safira não é só finalizador ? vem se destacando também como construtor, o que amplia suas funções dentro da equipe. E quando um centroavante começa a entregar gols e jogadas, o ataque naturalmente flui melhor. Esse foi um dos pontos de virada do Cuiabá neste mês.
Além de tudo, Safira terminou o jogo de goleiro, substituindo Mateus Pasinato, que saiu machucado nos minutos finais ? e ainda assim manteve a tranquilidade até o apito final.
Guto acha soluções
A comissão técnica também merece destaque. Guto Ferreira tem lidado com um elenco em reconstrução, perdeu peças nas últimas semanas e vem tendo que readaptar o time. Mesmo com tantas mudanças, o desempenho do Cuiabá como mandante melhorou visivelmente. A equipe marca melhor, pressiona com mais intensidade e mostra variações ofensivas ? como no segundo gol, que teve triangulação, criatividade e confiança.
A estreia do meia Jader como titular foi promissora. O camisa 10 mostrou competência, se movimentou bem e fez um belo gol logo no início do segundo tempo. Arthur Rezende entrou com mais tempo e ajuda a qualificar o meio-campo. A volta de Sander, após sete jogos fora, dá mais segurança ao setor defensivo. Aos poucos, Guto vai costurando as peças, testando juventude com experiência ? e moldando um time mais competitivo.
Viradas que moldam um grupo
Virar um jogo exige mais do que qualidade técnica. Pede força mental, resiliência, capacidade de se reorganizar sob pressão. Fazer isso duas vezes seguidas em casa mostra que esse grupo do Cuiabá está criando casca. A Série B é longa, desgastante e punitiva com quem oscila ? por isso, vitórias assim funcionam como marcos de crescimento.
Com 28 pontos e ocupando a quinta colocação, o Dourado chega à reta final do primeiro turno a apenas um ponto do G-4. O time ainda busca maior regularidade fora de casa, é verdade, mas na Arena Pantanal reencontrou sua força ? e isso pode fazer toda a diferença no segundo turno.
Fonte GE Esportes