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Em primeiro pronunciamento, novo ministro da Justiça diz que combate ao crime organizado será ‘ação de Estado’

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O novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, disse nesta quinta-feira (15), em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, que o combate ao crime organizado será elevado a uma “ação de Estado”.

Segundo ele, na prática, a ação visa envolver mais outros entes no combate, como é o caso do Ministério Público e do Judiciário. Esse foi o primeiro pronunciamento de Lima e Silva depois de ser anunciado como novo ministro.

A expectativa é que o novo ministro tome posse em uma cerimônia reservada, ainda nesta quinta. A informação foi confirmada pelo Planalto, que informou que o ex-ministro da Justiça estará presente. Wellington substitui Ricardo Lewandowsk, que deixou o cargo na semana passada.

“Houve decisão de elevar o status de ação do estado ao crime organizando, tem a necessidade de atuação conjunta dos órgãos de Estado, numa ação articulada. A Receita, a PF já vem tomando iniciativas, mas é fundamental que órgãos de Estado como o MP e poder judiciário também esteja, em consonância”, afirmou.

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“Isso deve envolver a participação direta do MP [Ministério Público], teremos ações do CNJ [Conselho Nacional de Justiça], para que a institucionalidade brasileira possa elevar o combate ao crime organizado. Para ter grau de eficácia precisa de colaboração de todos”, prosseguiu.

Nesta manhã, Lima e Silva participou de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outras autoridades como o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, no Planalto para tratar sobre o tema.

Desde então, o debate sobre a divisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública foi reacendido. Segmentos pressionam para a criação do Ministério da Segurança Pública.

Quem é o novo ministro?

Wellington César Lima e Silva já ocupou, por um breve período, o cargo de ministro da Justiça no governo Dilma Rousseff. Mais recentemente, foi secretário de Assuntos Jurídicos da Presidência da República, entre 2023 e julho do ano passado, quando assumiu a advocacia-geral da Petrobras.

Ele também foi indicado procurador-geral de Justiça da Bahia pelo então governador Jaques Wagner, período em que teve atuação destacada no combate ao crime organizado.

Além de procurador-geral de Justiça do Estado da Bahia, Lima e Silva foi procurador-geral de Justiça adjunto para Assuntos Jurídicos. É mestre em Direito Penal e Criminologia pela Universidade Cândido Mendes (RJ) e concluiu os créditos do doutorado na mesma área pela Universidade Pablo de Olavide, em Sevilha, na Espanha. Também atuou como professor de Direito Penal em cursos de graduação e pós-graduação.

– Esta reportagem está em atualização

Fonte G1 Brasília

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