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Caso Master: Haddad classifica situação como ?muito grave? e defende rastrear e recuperar o dinheiro

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou nesta terça-feira (3) que a fraude envolvendo o Banco Master, que teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central após irregularidades, é muito grave. Segundo ele, o dinheiro desviado precisa ser recuperado.

Haddad afirmou que o Ministério da Fazenda só tomou conhecimento do problema no Master no ano passado, quando o atual presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, assumiu o cargo.

“Fico perplexo com o tamanho que o problema atingiu, uma proporção absurda. Espero que as investigações levem aos responsáveis. Está sendo visto como a maior fraude bancária da história do Brasil. Alguém tem que tomar a providência de recuperar esse dinheiro, de rastrear, e colocar em pratos limpos o que aconteceu. É muito grave”, afirmou o ministro Haddad, em entrevista à Band News.

Para o ministro da Fazenda, Galípolo, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para chefiar o BC em janeiro de 2025, “herdou um abacaxi” e recebeu uma “crise já instalada” quando assumiu o cargo. Avaliou que o novo comandante da autoridade monetária “tomou as medidas necessárias”.

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“Galípolo tomou as medidas necessárias, inclusive com envolvimento do Ministério Público e Polícia Federal quando era o caso. Em crime, o BC não atua. Ele é o supervisor das instituições financeiras”, disse Haddad.

O Master foi liquidado em novembro pelo Banco Central, que identificou uma profunda crise de liquidez ? ou seja, o banco não tinha recursos suficientes para honrar compromissos, como o pagamento de clientes e investidores.

  • Em depoimento, o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, disse que banco de Daniel Vorcaro tinha apenas R$ 4 milhões em caixa quando foi liquidado, recursos insuficientes e incompatíveis para uma instituição de médio porte.
  • Segundo as investigações, o BRB comprou R$ 12 bilhões em carteiras de crédito podres, que não pertenciam ao Master e não tinham garantias financeiras.
  • Segundo o diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, o BRB pode precisar de mais de R$ 5 bilhões para cobrir o rombo causado por essas operações.

Essa não foi a primeira vez que Haddad falou sobre o caso Master. No início do mês passado, o ministro também se posicionou defendendo a atuação do BC diante do episódio e cobrando providências.

Fonte G1 Brasília

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