REDES SOCIAIS

23°C

Lula diz que Cuba é vítima de ‘massacre de especulação’ por parte dos EUA

Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar a pressão dos Estados Unidos sobre Cuba e defendeu uma solução interna para a situação da Venezuela, que foi alvo de uma intervenção norte-americana no mês passado.

Lula ainda reforçou o discurso da soberania nacional, algo que tem repetido ao longo das agendas públicas desde o ano passado, e se disse orgulhoso da parceria do país com a China.

“O nosso país é um país soberano. A gente quer trabalhar com todo mundo, mas a gente não quer dono, não quer voltar a ser colonizado. O nosso país é solidário ao povo cubano, que é vítima de um massacre de especulação dos Estados Unidos contra eles. E que nós temos que encontrar, enquanto partido, um jeito de ajudar”, afirmou.

“Nós temos que dizer alto e bom som que o problema da Venezuela tem que ser resolvido pelo povo da Venezuela e não pelos Estados Unidos ou pelo [Donald] Trump”, prosseguiu.

@media (min-width: 768px) {
.cxm-block-video__container–vertical #wp3-player-dnjm6 .clappr-player .poster__play-wrapper > svg {
width: 50%;
height: 50%;
}
}

Após a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela em 3 de janeiro deste ano, o presidente venezuelano Nicolás Maduro foi capturado junto com sua esposa, Cilia Flores, e levado para Nova York para ser julgado por tráfico de drogas.

O comando do país passou para Delcy Rodríguez, então vice-presidente. Sob pressão, ela conduz mudanças exigidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao mesmo tempo em que mantém o discurso chavista.

Terras raras

Em seu discurso, Lula ainda citou participar de reuniões que tratam sobre terras raras, alvo de disputa entre EUA e China.

“E, agora, embaixador, toda a conversa, toda a reunião é para evitar que os países vendam terras raras, minerais críticos para a China. É uma briga meio escondida, mas tudo é para a China, contra a China. E eu quero dizer que eu sou muito grato, muito grato à parceria que o Brasil tem com a China”, frisou o presidente.

A declaração foi dada durante o encerramento do evento de comemoração de aniversário dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), em Salvador, na Bahia.

A disputa entre Estados Unidos e China pelo controle das terras raras ? minerais essenciais para celulares, carros elétricos, painéis solares, turbinas eólicas e armamentos ? voltou a se intensificar neste início de 2026.

Washington tenta articular uma aliança internacional com mais de 50 países, incluindo o Brasil, para reduzir a dependência da cadeia dominada por Pequim, que controla 70% da extração e 90% do processamento global desses elementos.

Os EUA afirmam que a concentração da produção em um único país compromete a segurança geopolítica e econômica, enquanto a China reage acusando Washington de tentar distorcer a ordem comercial internacional.

A ofensiva norte-americana inclui negociações multilaterais e a criação de um estoque estratégico de minerais críticos ? movimento que mira diretamente o domínio chinês em um setor considerado tão estratégico quanto o petróleo no século passado.

Fonte G1 Brasília

VÍDEOS EM DESTAQUE

ÚLTIMAS NOTÍCIAS