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O que está em jogo agora no caso do banqueiro Daniel Vorcaro é algo maior do que a própria investigação. A pergunta que começa a circular nos bastidores de Brasília é: o sistema vai contra-atacar ou o sistema vai investigar o próprio sistema? Esse é o ponto central.
E os personagens centrais nesse tabuleiro, agora, são André Mendonça (STF), Alexandre de Moraes (STF) e Davi Alcolumbre (Senado), além da Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República.
Mendonça, na avaliação de quem acompanha o caso, mudou o ritmo das investigações. Ele tem dito a interlocutores que não existe proteção nem blindagem a ninguém, mesmo quando isso possa ser desconfortável dentro do próprio Judiciário.
E que, se houver qualquer movimento que ele entenda como prejudicial à investigação, isso será cobrado. Foi o que aconteceu, por exemplo, quando ele chamou atenção para a atuação da Procuradoria na semana que passou.
Além disso, Mendonça usa como mantra para o caso Master lições de suas aulas introdutórias há mais de 10 anos: o servidor público e as instituições precisam ser isentas. Não são infalíveis- estão sujeitos a erros. Mas precisam preservar a relação de confiança com a sociedade.
Não será justiceiro. Mas quem conhece Mendonça diz que ele não vai poupar ninguém. Mesmo que colegas ou pessoas de sua convivência.
A Polícia Federal, que tem autonomia, está conduzindo as apurações, mas também sofre pressão política.
Do outro lado, existe uma leitura dentro do próprio Supremo de que a proteção institucional hoje passa muito pelo Senado, comandado por Davi Alcolumbre (União Brasil – AP). É ali que ministros encontram um escudo político contra pedidos de impeachment, por exemplo.
Existe uma dobradinha Alcolumbre-Moraes, na visão de senadores e também integrantes do STF.
E, no meio disso tudo, cresce dentro do governo a preocupação com outro efeito colateral: o caso começa a contaminar a política como um todo.
Porque, para muita gente hoje, Supremo e governo acabam sendo percebidos como parte do mesmo sistema ? e isso pode transformar essa investigação também em um problema de impopularidade para o Executivo.?
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Fonte G1 Brasília