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Hacker Delgatti, preso no ?presídio dos famosos? de Tremembé, tem primeira saída temporária autorizada

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O hacker Walter Delgatti Neto, preso desde o ano passado no chamado ?presídio dos famosos?, em Tremembé, no interior de São Paulo, recebeu autorização para a primeira saída temporária desde que foi condenado.

Em documento protocolado nesta segunda-feira (9), o chefe da divisão da P2 de Tremembé autorizou que Delgatti usufrua do benefício pela primeira vez.

No documento foi estabelecido que ele deverá ser monitorado por tornozeleira eletrônica. A primeira saída temporária de 2026 está prevista para começar na próxima terça-feira (17).

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Além de Delgatti, outros detentos da P2 de Tremembé que cumprem pena em regime semiaberto também terão direito ao benefício. Os presos deverão retornar à unidade até as 15h do dia 23 de março.

No início deste ano, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou o hacker a progredir para o regime semiaberto. Com a progressão, ele retornou à unidade de Tremembé.

Em nota, a defesa de Walter Delgatti ressaltou que o benefício da saída temporária é o cumprimento da Lei de Execução Penal após ele ?preencher os requisitos objetivos e subjetivos exigidos, incluindo excelente comportamento carcerário?.

“Esta etapa é parte natural e fundamental do seu processo de ressocialização. Durante o período, ele se dedicará ao convívio familiar e retornará à unidade prisional rigorosamente dentro do prazo estipulado pela Justiça”, acrescentou a defesa.

STF condena Carla Zambelli e Walter Delgatti por invasão aos sistemas do CNJ

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Invasão do CNJ

Delgatti foi condenado por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). De acordo com a acusação da PGR, a invasão do CNJ foi feita em janeiro de 2023 com o objetivo de tirar a credibilidade do Judiciário e reforçar questionamentos à eleição de 2022.

Com o fim dos recursos no Supremo Tribunal Federal (STF), a prisão deixou de ser preventiva e o hacker passou a cumprir pena.

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Delgatti foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 8 anos e 3 meses de prisão por invadir o sistema do CNJ e inserir documentos falsos, como uma ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes “assinada” por ele mesmo.

Já Carla Zambelli teve o nome incluído na lista de difusão vermelha da Interpol. Ela foi acusada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de ser a mentora desse crime. Ela foi condenada a 10 anos de prisão e à perda do mandato.

Antes de ser preso pela invasão do CNJ, Delgatti já tinha sido condenado em primeira instância a 20 anos de prisão por hackear autoridades públicas da antiga Operação Lava Jato.

Nesse caso, investigado na Operação Spoofing, o hacker responde em liberdade porque ainda há recursos pendentes na segunda instância da Justiça Federal em Brasília.

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Fonte G1 Brasília

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