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Em entrevista nesta quarta-feira (25), o governador do Rio Grande do Sul afirmou que, caso não dispute a Presidência, permanecerá no cargo até o fim do mandato. Um dos pré-candidatos do PSD, Leite se reúne ainda hoje, em São Paulo, com o presidente do partido, Gilberto Kassab, e defendeu a escolha de seu nome.
Ontem, Kassab também se encontrou com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado. As conversas ocorrem após a desistência de Ratinho Júnior de participar do processo interno que vai definir o candidato do PSD à Presidência nas eleições deste ano.
“O PSD precisa ser, nesta eleição, o centro que está faltando. Com todo respeito ao governador [Ronaldo] Caiado, o que ele busca representar já tem representante na direita”, afirmou Leite em entrevista ao Mais, da GloboNews.
O governador rejeitou a ideia de que o centro seja uma posição de isenção e pregou o que chamou de “centro posicionado”.
“O centro não é a ausência de posição. É a possibilidade de convivermos democraticamente e rompermos essa polarização. De um lado, ser firme na segurança pública e no ajuste de contas ? bandeiras apropriadas pela direita ? e, de outro, proteger os vulneráveis, bandeira apropriada pela esquerda”, comentou.
Leite estabeleceu uma condição para sua desincompatibilização do cargo, cujo prazo termina em 4 de abril e descartou qualquer composição que não o coloque como cabeça de chapa na corrida ao Planalto.
“Não sairei para outra candidatura que não seja de Presidente da República. Tenho responsabilidade com o meu estado. Portanto, para concorrer a presidente, eu me desincompatibilizo. Caso contrário, permaneço no meu cargo até o final do mandato”, afirmou.
Ao comentar a desistência de Ratinho Junior do processo interno do PSD, afirmou que não há escolha do pré-candidato ainda. ?Vocês tinham uma notícia de que o Ratinho ia ser anunciado e olha o que aconteceu. Não deve ser cravado absolutamente nada antes de haver um anúncio oficial?.
Leite afirmou que o partido ainda precisa ?processar? as mudanças e entender que o cenário político exige uma alternativa que não esteja apenas ?disputando a direita?.
Punição a Lula, Bolsonaro e ministros do STF
Ao ser questionado sobre o tom de sua campanha, Eduardo Leite afirmou que pretende apontar inconsistências nos legados de Lula e de Jair Bolsonaro.
“Eu sou a favor de que presidente da República que favoreceu e intermediou a empresas empreiteiras na Petrobras para ter contratos tem que ser julgado e preso, como foi com o presidente Lula preso lá atrás”, disse sobre o presidente. “Presidente da República que articula movimento golpista que faz, que busca uma ruptura institucional como o presidente Bolsonaro na investigação ficou demonstrado que fez, tem que ser julgado e preso”, acrescentou.
Na resposta, Leite também defendeu que eventuais irregularidades cometidas por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sejam investigadas e punidas.
“Ministro da suprema corte que se venha a demonstrar tenha tido envolvimento com investigados por corrupção, tem que ser feita a investigação dura, rigorosa e, se tiver envolvimento, tem que ser julgado e preso. Não é só perder o mandato, não é só impeachment, tem que ser dado consequência”, disse.
Fonte G1 Brasília