O candidato ao Senado pelo PTB e presidente licenciado da Aprosoja, Antônio Galvan, criticou seu adversário Neri Geller (PP) e disse ao que o progressista perdeu a confiabilidade do agronegócio em Mato Grosso, por isso, encontrou como “solução” se aliar ao grupo de esquerda. Segundo o agricultor “só o tempo irá dizer” se a escolha foi assertiva ou não.
“Ele é do agro, sem dúvida nenhuma, não dá para negar, mas eu acho que o setor passou a não ter mais confiabilidade nele, e ele buscou uma solução, só o tempo vai dizer se ela escolha foi correta ou não, só a eleição vai dizer”, disse.
De acordo com Galvan, a estratégia provavelmente se deu após Neri perceber que não estava “decolando” nas pesquisas de intenção.
“A verdade é que ele não decolava nas pesquisas, a gente que começou agora, é natural que comece do baixo, mas ele que está na política há muito tempo e era para estar melhor, se ele achou que essa opção foi boa para ele, mas o só o dia 2 de outubro vai dizer se funcionou ou não”, explicou.
Para o ruralista, apesar de Geller ter sido um nome atuante no Congresso Nacional e ter acompanhado o presidente Jair Bolsonaro em algumas pautas, ele passou a ser descredibilizado pelos bolsonaristas após votar pela prisão do deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ).
“Ele teve várias votações que acompanhou o presidente, não foram em todas, um dos maiores erros dele foi votar a favor da prisão do Daniel Silveira, naquele momento, ele mesmo desrespeitou a nossa constituição, por si próprio ele começou a perder muito apoio do nosso setor”, enfatizou.
Daniel foi preso em flagrante no dia 16 de fevereiro de 2021, após publicar um vídeo com injúrias e ameaças a ministros do Supremo.
À época, a ordem de prisão partiu do ministro Alexandre de Moraes. Na decisão, Moraes explicou que eram “imprescindíveis medidas enérgicas para impedir a perpetuação da atuação criminosa de parlamentar visando lesar ou expor a perigo de lesão a independência dos Poderes instituídos e ao Estado Democrático de Direito”.
Moraes ainda citou que a Constituição não permite a propagação de ideias contrárias à ordem constitucional e ao Estado Democrático nem tampouco a realização de manifestações nas redes sociais visando o rompimento do Estado de Direito.
Fonte: Isso É Notícia