O advogado Cezar Bitencourt, que atua na defesa do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro Mauro Cid, mudou de versão sobre os fatos envolvendo a venda de joias recebidas pelo ex-presidente durante o mandato.
Em entrevista à “Revista Veja”, publicada nesta quinta-feira (17), o advogado disse que o cliente iria assumir que vendeu, nos Estados Unidos, joias recebidas pelo ex-presidente. E que fez isso a mando de Bolsonaro.
Nesta sexta-feira (18), em entrevista à GloboNews, a versão dada foi diferente e buscou atenuar o episódio da venda dos presentes presidenciais.
Mauro Cid está preso desde 3 de maio, quando foi alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga a inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid, no sistema do Ministério da Saúde, de integrantes da família do ex-auxiliar e do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Joia x Joias
À “Veja”, o advogado disse que Cid “assume que foi pegar as joias”. Bitencourt se referia aos presentes que Bolsonaro recebeu durante o mandato e que entraram na mira de uma investigação da Polícia Federal (PF) depois que assessores do ex-presidente tentaram vender os artigos nos EUA.
Entre os presentes, estão um kit da grife de luxo Chopard, dois relógios (um Rolex e um Patek Philippe) e duas esculturas folheadas a ouro.
Nesta sexta, à GloboNews, o advogado afirmou que se referia apenas ao relógio Rolex, e não às demais joias pertencentes à União que, segundo a Polícia Federal, também foram vendidas no exterior.
“Não tem nada a ver com joias. Mauro não trabalhou com essa hipótese, não foi isso que se comentou. Eu tenho apenas o relógio. É essa a situação”, afirmou.
?Estamos trabalhando com a hipótese de uma joia. Eu também considero que o Rolex de ouro é uma joia?, acrescentou o advogado.
‘Dedurar’ Bolsonaro
À “Revista Veja”, Bitencourt afirmou que a ordem para vender as joias havia sido dada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e que Mauro Cid iria confessar isso.
Já, à GloboNews, o advogado mudou a versão e negou que Cid iria ?dedurar? Bolsonaro, ou que fosse fazer uma confissão. Agora, Bittencourt diz que o ex-ajudante de ordens apenas vai dar “esclarecimentos” sobre o caso.
?Na realidade ele não me disse que foi a mando do Bolsonaro. Eu também não disse que ele estava entregando ou dedurando o Bolsonaro. Apenas que ele é um assessor que cumpre ordens?, afirmou o advogado.
Fonte G1 Brasília