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Aeroporto de Frankfurt pede que passageiros evitem malas pretas em meio ao caos aéreo na Europa

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O caos que afeta os aeroportos europeus, sobrecarregados de passageiros tentando embarcar em aviões para sair de férias de verão, em meio a uma escassez histórica de funcionários de segurança, limpeza e recepção, levou alguns locais a adotar medidas drásticas.

O aeroporto de Frankfurt, o mais movimentado da Alemanha e um dos mais importantes da Europa, recorreu a um pedido inédito aos viajantes: usem malas de qualquer cor, exceto preta.

O chefe da Fraport, empresa que administra o aeroporto, Stefan Schulte, disse que em seus galpões há pelo menos 2 mil malas que ainda não podem ser entregues aos seus proprietários (que voltaram para casa ou chegaram ao local das férias sem seus pertences).

“Muitos viajantes usam malas pretas, e isso dificulta muito a identificação”, argumenta.

Para facilitar esse processo para os funcionários ? e garantir um retorno mais rápido ? ele pediu que fossem colados adesivos personalizados ou algo colorido nas bagagens escuras. Também poderia ser usada uma capa ou até mesmo uma fita ser amarrada em algum lugar, para torná-la mais reconhecível.

Outra das dicas foi criticada pela polícia: colocar o endereço de moradia na mala. “Isso é abrir a porta aos criminosos”, advertiram os agentes.

A mídia alemã tem questionado o motivo que leva os aeroportos a tentarem culpar os próprios viajantes pelos transtornos, em vez de se prepararem melhor para a temporada de verão europeu contratando mais funcionários.

VÍDEO: relembre abaixo a situação nos aeroportos europeus.


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Caos europeu

Por conta da pandemia, muitas empresas aeroportuárias e também companhias aéreas, demitiram parte significativa de seus funcionários, e agora têm dificuldade não apenas para recontratá-los, mas também para fazer frente à avalanche de viajantes depois da suspensão de quase todas as restrições de viagem impostas pela pandemia de coronavírus.

O caos nos aeroportos afetou Lisboa, Paris e Colônia, na Alemanha, onde cenas de passageiros revoltados por voos perdidos ou cancelados, companhias aéreas sobrecarregadas pela demanda, medo de ações judiciais coletivas por descumprimento de serviços e bagagens extraviadas espalhadas por toda parte.

No aeroporto londrino de Heathrow, por exemplo, os administradores pediram às companhias aéreas que limitem o número de passagens oferecidas e, além disso, que reduzam o número de passageiros diários para 100 mil.

Enquanto isso, em Amsterdã, as longas filas, com esperas de até seis horas para passar na inspeção de segurança, levaram funcionários a distribuir sorvete, água gelada e outros refrescos para aliviar o calor.

Fonte G1 Brasília

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