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Agressões físicas a jornalistas cresceram 38,24% no Brasil em 2022, segundo relatório da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).
No ano passado, ocorreram 137 casos de violência que envolveram ao menos 212 profissionais e veículos de comunicação. Ao todo, foram 47 casos e 74 vítimas de agressões como socos, chutes e empurrões.
As profissionais da imprensa também foram alvos de ofensas, intimidações e ameaças, além de registros de vandalismo e importunação sexual.
A maioria dos ataques ocorreu nos dias seguintes ao segundo turno das eleições presidenciais do ano passado, durante a cobertura de atos golpistas pelo país questionando o resultado das urnas.
“É fundamental que a gente mostre isso pra sociedade, a importância do trabalho do jornalista”, afirmou Flávio Lara Resende, presidente da associação.
Ranking
O relatório aponta que o Brasil está entre os países da América com mais riscos para os profissionais de imprensa.
Desde 2003, 42 jornalistas foram assassinados no país. A maior parte fazia reportagens investigativas.
No ano passado foram dois casos:
- Em fevereiro, no Ceará, Givanildo Oliveira foi morto a tiros após noticiar a prisão do suspeito de um homicídio duplo em Fortaleza.
- Quatro meses depois, no Amazonas, o jornalista britânico Dom Phillips foi executado em uma emboscada junto com o indigenista Bruno Pereira. Eles denunciavam quadrilhas de pesca ilegal no Vale do Javari.
Ataques virtuais
Os ataques e discursos de ódio à imprensa também estão presentes no mundo virtual. Foram 3,6 mil por dia ou 150 por hora, mais de 1,32 milhão de postagens em diversas plataformas.
Segundo a Abert, isso representa uma queda de 6% em relação ao ano anterior, mas os números ainda preocupam.
O relatório afirma ainda que as postagens foram impulsionados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados.
A representante da Unesco no Brasil Marlova Noleto defende que é preciso regulamentar as redes sociais. Esse debate está em curso no Congresso, com o chamado PL das Fake News.
“Existe um limite que precisa ficar claro que é o limite entre a civilização e a barbárie”, diz ela. “Aquilo que nós não praticamos na vida em sociedade não pode acontecer nas redes sociais. Não pode acontecer de nenhuma maneira nas plataformas digitais.”
Fonte G1 Brasília