No alvo do ministro Dias Toffoli, que tem tomado medidas para controlar as investigações, a Polícia Federal (PF) aposta em um bom relacionamento com a Procuradoria Geral da República (PGR) para tocar os procedimentos necessários para desvendar todas as fraudes e irregularidades praticadas pelo banco Master.
A cúpula da PF já teve um primeiro encontro com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e a reunião foi classificada de ?ótima?.
PF e PGR acertaram os procedimentos para dar continuidade às investigações depois que Toffoli mandou que os telefones celulares e computadores apreendidos na segunda fase da operação Compliance Zero ficassem sob custódia da procuradoria.
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A PGR chegou a defender que o material ficasse com a Polícia Federal, prática usual em todas as investigações, mas o ministro Dias Toffoli decidiu entregar o material para o procurador-geral da República.
Inicialmente, a ordem é que ficasse em seu gabinete, mas Toffoli mudou de posição depois de críticas e da inviabilidade técnica do Supremo para extrair o conteúdo dos celulares e computadores.
Além disso, a PF espera alguma reação interna dentro do STF, porque a imagem do tribunal começa a ser arranhada diante das investidas de Toffoli contra PF.
O ministro se defende e diz que, ao contrário das especulações iniciais, ele está dando continuidade às investigações. Só que a cúpula da PF reclama das tentativas de controlar o inquérito por parte do ministro.
A PF reclama, por exemplo, de ficar de fora da extração e análise do material dos celulares, informações consideradas essenciais para as investigações.
A cúpula do órgão não concorda também com a decisão de Toffoli de realizar os depoimentos dos investigados do caso Master no STF, sendo que o caminho natural é fazer essas oitivas na Polícia Federal.
Na semana passada, por exemplo, o ministro encurtou o prazo para a PF colher depoimentos de investigados de cinco para dois dias, alegando dificuldades de agenda e salas no Supremo Tribunal.
Por outro lado, aprovou a prorrogação do inquérito por mais 60 dias, o que trouxe alívio para os investigadores.
Fonte G1 Brasília