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Análise: gol no último lance premia mais uma partida defensivamente segura do Cuiabá

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O gol de Gabriel Pirani, no último lance da partida, fez justiça ao desempenho do Cuiabá na noite desta quinta-feira, na Arena Pantanal. O Dourado, pelo segundo jogo consecutivo, teve solidez defensiva e cedeu poucos espaços ao adversário, mas desta vez o equilíbrio entre os setores fez o time auriverde ser perigoso nos contragolpes, especialmente no primeiro tempo.

A atuação da equipe diante do Atlético-MG fez o torcedor questionar se o resultado não poderia ser diferente, caso as oportunidades criadas fossem transformadas em gol. Na primeira etapa, mesmo com 30% de posse de bola, o Cuiabá finalizou oito vezes contra a meta do goleiro Everson, quatro delas na direção do gol, com direito a grandes chances desperdiçadas.

O cenário da partida foi semelhante nas duas etapas. O Dourado se defendia atrás da linha do meio-campo, fechava bem os espaços na entrada da área e induzia o Galo a atacar pelas laterais. O Atlético-MG circulou a bola, procurou espaços, mas o Auriverde estava bem compacto defensivamente, com pouco campo entre as linhas.

Durante todo o primeiro tempo, o time mineiro ficou mais de 70% do tempo com a bola nos pés, mas chutou somente duas vezes na meta defendida por Walter.

Se o Atlético tinha dificuldade para criar no último terço, o Cuiabá conseguia, nas rápidas transições, levar perigo ao goleiro Everson. De volta ao time titular, Pepê foi peça importante nos contragolpes, carregando a bola até o setor ofensivo. Rodriguinho se movimentou bem no comando do ataque para abrir espaços aos companheiros e se desmarcar para pisar na área.

A melhor oportunidade auriverde no primeiro tempo saiu dos pés do meia, que tem atuado como centroavante no sistema de António Oliveira. Em um dos contra-ataques puxados por Alesson, Rodriguinho teve a chance dentro da área, dominou e finalizou, mas Igor Rabello tirou em cima da linha.

Na etapa final, o confronto entre estratégias distintas se repetiu. O Atlético-MG tentava controlar o jogo com a bola, enquanto o Cuiabá buscava os espaços nos contra-ataques. O Dourado teve novamente menos posse, mas superou o Galo em finalizações – oito contra cinco.

Pelo lado auriverde, em um jogo marcado pela concentração defensiva, as rápidas transições para o ataque e chances claras desperdiçadas, quem abriu o placar foi o Atlético, nos acréscimos do segundo tempo.

Guilherme Arana invadiu a área, cruzou rasteiro e Alan Kardec empurrou para o fundo do gol. Após se defender até os 48 minutos, a zaga auriverde cedeu o espaço necessário para o centroavante estreante balançar a rede.

Se o forte do Cuiabá foi a defesa e a velocidade em levar a bola ao ataque, o gol de empate teria que sair desta maneira. Joaquim carregou até o setor ofensivo, rolou para o meio da área, onde estava o estreante Gabriel Pirani. O meia entrou no segundo tempo para marcar seu primeiro gol pelo Dourado e deixar tudo igual, no último lance do jogo.

Mais uma vez, os padrões da equipe comandada pelo técnico António Oliveira foram bem executados. Um time que se defende bem, de forma compacta em bloco baixo, mas que consegue chegar ao gol adversário com poucos passes, muita velocidade pelas laterais e movimentação no meio-campo.

Aos poucos, Rodriguinho vai se firmando no comando do ataque, com ações para armar jogadas e abrir espaços. Valdivia e Alesson dão amplitude e profundidade pelas pontas. O retorno de Pepê entrega outras características ao meio-campo, dando mais possibilidades de carregar a bola da defesa ao ataque.

Logo que chegou ao Cuiabá, António Oliveira pediu de cinco a seis semanas para dar uma cara ao time. O primeiro objetivo vai sendo cumprido. O Dourado tem padrões bem definidos, que podem e devem ser evoluídos na sequência da temporada.

Fonte GE Esportes

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