Acusado de assédio sexual, o ex-presidente da Caixa Pedro Guimarães era peça importante no xadrez bolsonarista. Após um histórico de agressões e abuso no mercado financeiro, onde recebeu o apelido de “Pedro Maluco”, Guimarães chegou ao governo por intermédio de Paulo Guedes e foi ganhando acesso direto ao presidente da República, por quem ficou conhecido como ”Pedrão da Caixa”.
É o que conta Andréia Sadi em entrevista à Renata Lo Prete no podcast O Assunto.
“Pedro Guimarães parou de responder para Paulo Guedes e passou a ser um assessor direto do presidente da República ? ou, como muitos gostam de dizer, um fã. Ele se deslumbrou com essa proximidade com o presidente.”
O estreitamento da relação com Bolsonaro significava presença assídua em suas lives semanais, além de viagens com a comitiva que despertavam ciúmes entre os ministros. A aproximação de Bolsonaro, segundo conta a apresentadora do Estúdio I e colunista do g1, não era por acaso.
“Pedro Guimarães tinha projetos eleitorais para ser vice do presidente Bolsonaro e até já tinha confidenciado alguns ministros do governo que tinha um sonho de ser presidente da República.”
As pretensões políticas de Guimarães, segundo Andreia Sadi, indicam que o governo não foi surpreendido pelas denúncias de assédio sexual. Conforme os relatos das vítimas apurados pela repórter da TV Globo Heloísa Torres, as mulheres que tentaram acessar órgãos da Caixa para denunciar a conduta do ex-presidente sofreram retaliações internas.
“O que ninguém queria era que isso viesse à tona porque ele era uma peça importante nesse xadrez bolsonarista”, explica Andreia Sadi.
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Fonte G1 Brasília