REDES SOCIAIS

23°C

Após saída de Toffoli, entenda os próximos passos do caso Master no STF

Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email
@media (min-width: 768px) {
.cxm-block-video__container–vertical #wp3-player-fbfkq .clappr-player .poster__play-wrapper > svg {
width: 50%;
height: 50%;
}
}

A decisão foi comunicada pelo Supremo após reunião dos ministros na tarde desta quinta e ocorre na esteira dos avanços da investigação da Polícia Federal sobre o caso caso Master.

Nesta reportagem do g1, a gente te conta a cronologia dos acontecimentos e os próximos passos, a partir da redistribuição do processo, que já está nas mãos do novo relator.

Em nota nesta quinta, o STF informou que foi o ministro Dias Toffoli quem pediu que o tema fosse redistribuído para outro ministro. A partir daí, foi feito um sorteio, quando saiu o nome de Mendonça.

A partir de agora, cabe a Mendonça se inteirar do que foi feito e apurado até agora, decidir sobre o nível de sigilo do caso e também sobre uma eventual mudança de foro, ou seja, se o caso fica no STF ou se será devolvido para a Justiça Federal (primeira instância).

A saída de Toffoli e entrada de Mendonça no caso ocorre após apresentação pela Polícia Federal (PF) de um relatório que trouxe menções sobre o ministro nos dados do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, alvo das investigações.

Os inquéritos que passaram para a mão de Mendonça são:

  • inquérito sobre a operação BRB na compra do Master, prorrogado até março;
  • segunda fase da Compliance Zero, deflagrada em meados de janeiro.

O papel do relator é o de analisar todos os detalhes de um processo. Cabe a ele supervisionar as investigações.

Conforme os investigadores vão avançando nas apurações, vão informando ao relator, que decide como proceder. Um exemplo prático seria sobre a permissão ou não de diligências.

Todos os desdobramentos das investigações envolvendo o Master vão para a mão do relator.

Suspeição

No comunicado de quinta, os ministros também sustentaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição com relação a Toffoli ? um instrumento jurídico que questiona a imparcialidade de um magistrado.

Por esse entendimento, os atos praticados por Toffoli no inquérito ficam mantidos, cabendo ao novo relator, André Mendonça, tomar novas decisões no caso.

Se o entendimento fosse contrário, isto é, se houvesse uma suspeição, os atos por ele praticados se tornariam nulos, segundo a legislação;

Investigações

As apurações sobre irregularidades na gestão do Banco Master chegaram em dezembro do ano passado ao STF.

Na ocasião, Toffoli decidiu que o caso tramitaria na Suprema Corte, pois haveria indícios envolvendo ” uma pessoa com foro”. No caso, um deputado federal.

A apuração inicial tramitava na Justiça Federal em Brasília e envolvia a operação de compra do banco pelo BRB.

No âmbito deste caso, Toffoli determinou depoimentos e acareação no penúltimo dia do ano. Em janeiro, autorizou a prorrogação das investigações.

Também em janeiro, o ministro autorizou uma operação da Polícia Federal que em outra frente de investigações ? desta vez, sobre um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e incluiu buscas em endereços ligados ao controlador da instituição, Daniel Vorcaro, e a familiares, como o pai, a irmã e o cunhado.

Fonte G1 Brasília

VÍDEOS EM DESTAQUE

ÚLTIMAS NOTÍCIAS