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Após Suprema Corte derrubar tarifaço de Trump, Lula diz que Brasil agiu certo ao ter ‘cautela’ para lidar com as taxas

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na madrugada deste domingo (22), acreditar que o Brasil agiu corretamente ao ter cautela para tratar o tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Eu acho que nós tomamos as decisões corretas. Uma parte das coisas já tinha sido mudada pelo próprio governo americano e agora nós tivemos outra decisão da Justiça americana contrariando aquilo que era a tese do presidente Trump”, afirmou.

“Obviamente que eu não posso julgar a decisão da Suprema Corte de algum país, não julgo do meu ainda mais de outro país”, concluiu.

A declaração foi feita após a Suprema Corte dos Estados Unidos decidir que Trump extrapolou sua autoridade ao impor um amplo aumento de tarifas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais dos EUA.

“Quero dizer ao presidente Trump que nós não queremos uma nova Guerra Fria. Não queremos ter preferência por nenhum país, queremos ter relações iguais com todos os países. Nós queremos tratar todos em igualdade de condições e receber deles também um tratamento igualitário com os outros países”, disse Lula a repórteres em Nova Delhi.

Este é o último dia do presidente brasileiro na Índia. Em seguida, ele segue para a Coreia do Sul.

Durante a viagem, Brasil e Índia assinaram seis memorandos de entendimento, espécie de acordos preliminares, nas áreas de saúde, tecnologia, pesquisa científica e comunicações e o documento inédito de compromissos sobre minerais críticos e terras raras.

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Encontro com Trump

Lula voltou a mencionar o encontro que terá com Trump em março. Segundo o presidente brasileiro, diferentes assuntos serão abordados.

“A pauta que quero conversar com o presidente Trump é muita mais ampla do que minerais críticos”, disse.

“Vamos colocar todos os temas na mesa de negociação”, afirmou.

Lula também indicou que tratará com Trump sobre a população brasileira nos EUA e investimento americano.

Lula disse ainda que a relação com o republicano melhorou.

“A gente voltou a ter uma relação totalmente civilizada e altamente respeitosa”, afirmou.

Sobre o encontro, fontes da diplomacia brasileira ouvidas pela GloboNews afirmam que o Brasil tem interesse em pautar três assuntos principais:

  • o combate ao crime organizado;
  • a continuidade das negociações sobre produtos brasileiros ainda afetados pelo tarifaço;
  • a situação na América Latina.

Interlocutores do Palácio do Planalto acreditam que a conversa presencial entre Lula e Trump será importante para organizar e reforçar a relação bilateral entre os países.

Fonte G1 Brasília

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