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Aras e procuradores vão ao AM acompanhar desdobramentos do caso Dom e Bruno

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O procurador-geral da República, Augusto Aras, e membros do Ministério Público Federal viajam a Tabatinga, no Amazonas, neste domingo (19). O grupo deve participar de reuniões sobre a insegurança na Amazônia e, também, acompanhar os desdobramentos do assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips.

A Polícia Federal já confirmou que os restos mortais colhidos em uma área de mata cerrada na terra indígena do Vale do Javari, no oeste do Amazonas, são de Dom Phillips. A análise sobre o material de Bruno Pereira ainda não foi divulgada.

Além de Aras, devem integrar a comitiva os coordenadores da Câmaras de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais, Eliana Torelly, e da Câmara Criminal do Ministério Público Federal, Carlos Alberto Vilhena.

Segundo material divulgado pela PGR, o grupo quer “discutir medidas e ações de restruturação da atuação institucional na região amazônica, bem como ampliar a articulação do MPF com outros órgãos públicos com vistas ao combate à macrocriminalidade e ao enfrentamento de violações aos direitos indígenas, direitos humanos e outros crimes registrados na região”.


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Dom e Bruno estavam desaparecidos desde 5 de junho, enquanto faziam uma viagem na terra indígena do Vale do Javari (AM).

Três pessoas foram presas por envolvimento no crime (relembre abaixo). O material chegou para análise no Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, na noite de quinta-feira (16).

Em nota divulgada nesta sexta, a PF também informou que as investigações apontam que não houve mandante ou organização criminosa envolvida no crime. Segundo o texto, a apuração continua e novas prisões podem ocorrer, mas o inquérito aponta “que os executores agiram sozinhos”.

Motivação

A motivação do crime ainda é incerta, mas a polícia apura se há relação com a atividade de pesca ilegal e tráfico de drogas na região. Segunda maior terra indígena do país, o Vale do Javari é palco de conflitos típicos da Amazônia: desmatamento e avanço do garimpo.

Amarildo da Costa Oliveira, o “Pelado”, está detido desde 7 de junho. Segundo a polícia, ele foi visto por ribeirinhos, no dia do desaparecimento, em uma lancha logo atrás da embarcação de Pereira e Phillips. Os agentes encontraram vestígios de sangue no barco do suspeito, que vinha negando ter qualquer relação com o caso. Já Oseney, o “Dos Santos”, foi preso temporariamente na terça-feira (14).

O terceiro suspeito, Jeferson da Silva Lima, conhecido como “Pelado da Dinha”, foi preso na manhã deste sábado (18).

Na quarta, além de confessar participação nos crimes, Amarildo também indicou onde afundou a embarcação que era usada por Bruno e Dom. Os restos mortais foram achados a cerca de 3,1 km de distância de onde itens pessoais do indigenista e do jornalista, como cartão de saúde e notebook, haviam sido encontrados dias atrás.

Fonte G1 Brasília

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