O Exército prorrogou por mais 20 dias as investigações sobre a atuação de militares da instituição durante os atos golpistas do dia 8 de janeiro.
A investigação aberta pelo Exército tinha, inicialmente, 40 dias de prazo para ser concluída. Entretanto, a instituição pediu ao Ministério Público Militar a prorrogação por mais 20 dias, alegando a necessidade de realizar mais diligências, apurações sobre o caso.
A força armada apura suposta omissão e conivência de homens do Batalhão da Guarda Presidencial (BGP) no Palácio do Planalto enquanto a sede do Executivo era invadida por bolsonaristas radicais.
O inquérito em andamento pode apontar os responsáveis pela falta de ação dos militares naquele dia.
Os atos golpistas do dia 8 de janeiro foram determinantes para a troca do comando do Exército pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Treze dias após os ataques às sedes do Executivo, Legislativo e Judiciário, o petista exonerou do cargo de comandante da força o general Júlio César de Arruda, no dia 21 de janeiro.
Para a função, foi indicado o general Tomás Paiva. Em entrevista à imprensa, questionado sobre a punições a militares que teriam participado dos atos golpistas, Paiva afirmou que “ninguém está acima da lei”.
Fonte G1 Brasília