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Barranco cita cassação de Neri: ?processo só acaba quando termina?

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O deputado estadual e presidente do PT em Mato Grosso, Valdir Barranco, saiu em defesa do deputado federal e candidato ao Senado, Neri Geller (PP), que teve seu mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (23). De acordo com o petista, apesar da decisão ter deixado o parlamentar inelegível por 8 anos, “processo judicial só acaba quando termina”.

“Como eu não estava acompanhando o processo, eu fiquei muito surpreso, mas processo judicial só acaba quando termina, essa decisão ainda cabe recurso e ele recorrer a decisão e buscar o efeito suspensivo e continuar a campanha normalmente […] A gente está cansada de ver decisões como essa que o candidato prossegue com os recursos e que no final reverte”, nesta quarta-feira (24).

Barranco ainda falou sobre a polarização da disputa ao Senado no Estado. Segundo o parlamentar, o grupo bolsonarista que apoia o presidente Jair Bolsonaro (PL), tende a se “dividir” entre as candidaturas do presidente licenciado da Aprosoja, Antônio Galvan (PTB) e o senador Wellington Fagundes (PL) – que busca sua reeleição.

“Mato Grosso vai ter uma campanha polarizada para o Senado, quem estiver com o Bolsonaro vai se dividir entre Galvan e Wellington, tenho visto isso pelo interior por onde ando e quem estiver com Lula vai estar com o Neri, ninguém que apoia o presidente Lula vai abrir mão do candidato que represente ele, a não ser que o próprio candidato desista, que eu acredito que não irá acontecer”, enfatizou.

Geller respondia por abuso de poder econômico, referente às eleições de 2018, quando foi eleito ao Congresso Nacional.

A ação estava sob a relatoria do ministro Mauro Luiz Campbell, e foi seguida por unanimidade.

“No mérito, por unanimidade deu parcial provimento ao recurso ordinário eleitoral para determinar a cassação do diploma do recorrido, Neri Geller, bem como a declaração de sua inelegibilidade pelo período de 8 anos, subsequente ao período de 2018, nos termos do voto do relator”, diz trecho da decisão.

Campbell ainda pontuou que a inelegibilidade já passa a valer mesmo antes da publicação do acórdão. Neri ainda terá o direito de recorrer da decisão que o tornou inelegível.

No processo, o Ministério Público, argumentou que o Progressista havia realizado doações na campanha de 2018, que totalizaram mais de R$ 1,3 milhão em favor de 11 candidatos que concorreram ao cargo de deputado estadual. E durante sua própria campanha, seus gastos chegaram a R$ 2,4 milhões. Ao somar as doações e o custo de sua campanha, ultrapassaram o limite, que à época, era de R$ 2,5 milhões para cada deputado federal.

Neri é o candidato da esquerda, apoiado por PT, PV e PCdoB. Além do seu próprio partido PP, PSD, Solidariedade e parte do MDB.

Campanha segue normalmente

Ainda pela manhã, a assessoria do progressista confirmou ao que a campanha continuará enquanto ele houver possibilidade de disputar o pleito desse ano.

“Ele tem toda possibilidade de disputar, a campanha está acontecendo normalmente, hoje inclusive ele está cumprindo agenda”, informou a assessoria.

Fonte: Isso É Notícia

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