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Barroso: ?Lideranças militares não podem se deixar seduzir por esforço de jogar Forças Armadas na fogueira das paixões políticas?

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O ministro Luís Roberto Barroso fez um apelo neste domingo a lideranças militares brasileiras para que não se deixem contaminar pelas tentativas de se lançar as Forças Armadas na política.

?Todos nós assistimos repetidos movimentos para jogar as Forças Armadas no varejo da política. Isso seria uma tragédia para a democracia e seria uma tragédia para as Forças Armadas, que levaram três décadas para se recuperarem do desprestígio do regime militar e se tornarem instituições valorizadas e prestigiadas pela sociedade brasileira. E, portanto, eu tenho a firme expectativa de que elas não se deixem seduzir por esse esforço que eu vejo, e muitos outros veem, de jogá-las nesse universo indesejável para uma instituição de Estado que é a fogueira das paixões politicas?, disse o ministro, durante palestra a estudantes brasileiros, em Berlim (Alemanha).

Na fala, Barroso elogiou também a atuação das Forças Armadas até o momento: ?Gostaria de dizer por um dever de justiça e eu que fui um crítico severo do regime militar e militante contra a ditadura militar: porém, nesses 33 anos de democracia, se teve uma instituição de onde não veio notícia ruim e que teve um comportamento exemplar foram as Forças Armadas. Eu gosto de trabalhar com fatos e de fazer justiça.?

Barroso lembrou ainda das grandes lideranças que passaram pelas forças sempre com respeito à Constituição e destacou que a contaminação pela política dos militares na Venezuela levou à ruína do país. ?É preciso ter atenção para o retrocesso cucaracha de voltar à tradição latino-americana de botar Exército envolvido com política. É péssima mistura para a democracia, é uma péssima mistura para as Forças Armadas, e eu tenho fé de que as lideranças militares saberão conter esse risco de contaminação indesejável, que levou à ruína da Venezuela. Aconteceu na Venezuela de jogar as Forças Armadas no varejo da política e contaminá-las com todas as vicissitudes do varejo da política, da corrupção ao empreguismo, e hoje a Venezuela é uma ruína, é um desastre humanitário.?

Barroso, que até fevereiro foi presidente do Tribunal Superior Eleitoral, foi alvo de repetidos ataques do presidente Bolsonaro e de seus apoiadores, que levantam dúvidas sobre a segurança do sistema eletrônico como uma das bandeiras de campanha à reeleição do presidente.

Ele não citou quem está orientando as Forças Armadas contra o processo eleitoral.

Fonte G1 Brasília

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