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Bolsonaro é ‘ovo da serpente’ chocado no impeachment, diz Dilma a estudantes na Alemanha

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A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou neste sábado (23) a alunos de uma universidade alemã que o presidente Jair Bolsonaro é resultado de um ?ovo da serpente? chocado durante o impeachment sofrido por ela em 2016.

A declaração foi dada durante a Brazil Summit Europe, organizada por alunos e ex-alunos brasileiros da Hertie School, escola de governança e administração pública alemã. O evento também prevê palestras dos ministros Cármen Lúcia e Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal; da ex-ministra do Meio Ambiente Isabella Teixeira; o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta; o médico Drauzio Varella; e o CEO da Volkswagen Caminhões, Roberto Cortes.

?Sabemos que [Jair] Bolsonaro é resultado do ovo da serpente chocado no golpe de 16, no discurso de ódio que o sustentou e na interdição do presidente Lula?, afirmou.

A exemplo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que até a manhã deste sábado não tinha se manifestado sobre o decreto de Bolsonaro de perdão de pena ao deputado aliado Daniel Silveira (PTB-RJ), Dilma também não tocou no assunto.

Para a ex-presidente, o governo Bolsonaro tem atuado para diminuir direitos do povo brasileiro que ?vêm sendo roubados? desde o que ela classifica como um ?impeachment fraudulento?.

O impeachment de Dilma Rousseff foi aprovado pelo Senado em agosto de 2016 (vídeo abaixo), depois de passar também pela Câmara. Os parlamentares entenderam que a então presidente cometeu crime de responsabilidade ao editar três decretos de créditos suplementares sem autorização do Legislativo e ao praticar as chamadas ?pedaladas fiscais?, que consistiram no atraso de pagamentos ao Banco do Brasil por subsídios agrícolas referentes ao Plano Safra.


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Na avaliação de Dilma, a consequência do afastamento dela da Presidência em 2016 foi a aprovação de ?toda uma lista de medidas importantes para a agenda neoliberal?.

A ex-presidente citou como exemplos a instituição do teto de gastos (que restringe o crescimento do gasto público à taxa de inflação do ano anterior) e as reformas trabalhista e da Previdência ? ela não defendeu uma revisão ou revogação das medidas.

Na última semana, o PT, PCdoB e PV deram entrada no registro de uma federação partidária entre as siglas. Em um documento que trata do que será defendido pela federação, intitulada Brasil da Esperança, os partidos fazem menção à ?revogação da contrarreforma trabalhista feita no governo Temer e a implementação de uma nova reforma trabalhista feita a partir da negociação tripartite?. O documento diz ainda que será preciso ?repensar o modelo previdenciário do país?.

?Não é que a gente faça a revogação porque ninguém quer de volta o passado. O que a gente quer é reconstruir uma relação de trabalho moderna, que leve em conta o mundo do trabalho de hoje?, disse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato do PT à Presidência, em entrevista na última terça a uma emissora de rádio no Tocantins.

Bolsonaro, segundo ela, deu continuidade aos ?retrocessos? e concluiu uma agenda de austeridade fiscal com a aprovação da autonomia do Banco Central.

?É este o preço cobrado pelos neoliberais para manter algum suporte ao neofascismo?, afirmou durante a conferência neste sábado.

Dilma Rousseff criticou o que classifica como política de ?desnacionalização? de estatais no governo Bolsonaro. Ela citou uma ?acelerada? venda dos blocos do pré-sal, o ?esquartejamento? da Petrobras e a capitalização da Eletrobras. ?Se as forças progressistas não conseguirem barrar, haverá um aumento brutal das tarifas de energia?, declarou.

Para ela, a eleição presidencial deste ano será um combate para ?enfrentar o pior governo da história?.

Segundo ela, o PT está ampliando alianças e buscando “derrotar o fascismo, congregando todos os democratas?.

?Essas forças terão de enfrentar, de lutar e de resistir?, disse.

Fonte G1 Brasília

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