O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Eduardo Botelho (União Brasil), confirmou nesta terça-feira (18), que seu correligionário, o governador Mauro Mendes, pediu um engajamento no segundo turno em favor do atual presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL).
No entanto, o presidente da ALMT destacou que em respeito aos seus eleitores, vai permanecer como fez no primeiro turno, na “neutralidade” e sem declarar seu voto a qualquer candidato na disputa presidencial.
“Pediu [engajamento]. Eu fiz a mesma colocação para ele, dizendo que eu tive um posicionamento no primeiro turno de me manter na neutralidade e que eu iria prosseguir com isso, em respeito aos meus eleitores”, disse ele.
Botelho ainda reforçou que Mendes compreendeu seu posicionamento, pelo fato de não ter assumido nenhum compromisso no primeiro turno e optar por um candidato neste momento poderia ser entendido como ‘incoerente’.
“Eu tive muitos eleitores tanto apoiando Lula, como Bolsonaro e eu não iria me posicionar. Ele entendeu perfeitamente e [disse que] respeita minha opinião. Ele achou coerente isso. Me disse ‘tá certo Botelho, você não assumiu no primeiro turno e tal, estava na sua eleição pedindo voto, não seria justo você assumir agora’. Concordou comigo”, acrescentou.
Nesta última segunda-feira (17), Mendes se reuniu com lideranças de mais de 20 congregações evangélicas para definir estratégias em favor do atual presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), para o segundo turno presidencial, na sede do partido em Cuiabá.
O encontro definiu a necessidade da elaboração de uma “Carta aos Cristãos” assinada pelos líderes religiosos; a produção de materiais que mostrem os motivos para votar em Bolsonaro e rejeitarem Lula; além da missão de virar voto do candidato petista e conquistar votos de mulheres e indecisos.
“É preciso parar de bater na mesma tecla. Todos já sabem as qualidades e defeitos de cada candidato. É hora de mostrar as entregas de Bolsonaro, o que ele representa ao país e o porquê o Brasil precisa continuar nesse rumo, e não dar essa guinada à esquerda”, disse Mendes.
Fonte: Isso É Notícia