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O governo brasileiro avaliou como positiva a reunião de conselheiros dos países do G7, que agrupa as sete economias mais industrializadas do mundo, convocada para tratar da guerra na Ucrânia. Segundo o Palácio do Planalto, foi o primeiro grande encontro multilateral para discutir a paz.
O Brasil foi representado neste sábado (24) pelo assessor especial da Presidência e ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
Além do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) e do Brasil, a reunião contou ainda com representantes da Índia, África do Sul, Turquia e Arábia Saudita.
A discussão sobre uma alternativa para alcançar o fim da guerra é um dos temas frequentemente defendidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em compromissos internacionais.
A ausência da Rússia no encontro foi um dos pontos criticados pelo Brasil. Na avaliação do Planalto, o encerramento do conflito, deflagrado pela Rússia contra a Ucrânia, depende da participação russa.
Lula tem declarado que é necessário a criação de uma espécie de clube da paz, com países neutros, para negociar diplomaticamente o encerramento do conflito.
Mais cedo, neste sábado, Lula voltou a tratar da proposta em coletiva à imprensa antes de deixar a França.
?A paz só vai acontecer quando os dois combatentes chegarem à conclusão de que é preciso ter paz Então, eu vou esperar esse momento. Eu, no G7, conversei com a Indonésia, conversei com a China, conversei com a Índia, conversei com o Vietnã, nós temos conversado com vários outros países?, disse.
?O Celso Amorim já foi a Kiev, o Celso Amorim já foi a Moscou. Ele agora está em Copenhague. Ou seja, o presidente da África do Sul já foi à Rússia, já foi à Ucrânia. Ou seja, tem muita gente brigando pela paz. Tem muita gente tentando encontrar um caminho para que a gente chegue à paz. Eu espero que logo, logo, também os Estados Unidos estejam querendo encontrar a paz, aí vai ficar mais fácil a gente fazer a paz?, acrescentou.
Rebelião na Rússia
O encontro ocorreu na esteira de uma rebelião de membros do grupo mercenário Wagner contra os militares da Rússia.
De acordo com o Planalto, na reunião, porém, os países somente mencionaram o motim e não aprofundaram a discussão.
Antes aliado do presidente Vladimir Putin nas invasões à Ucrânia, o grupo deu início, na sexta-feira (23), a embates contra o exército russo a fim de destituir o comando militar do país.
O líder do Wagner, Yevgeny Prigozhin, acusou o Ministério de Defesa da Rússia de atacar acampamentos da organização e prometeu retaliação. Instalações militares do país chegaram a ser tomadas pelo grupo ao longo da noite de sexta (sábado no horário local).
Inicialmente, Putin classificou os atos como “facada nas costas”, e disse que o grupo seria punido.
Neste sábado, Prigozhin paralisou o avanço dos mercenários sobre Moscou e determinou o retorno do grupo às bases. Pouco depois, Putin abriu caminho para uma anistia dos combatentes.
Fonte G1 Brasília