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Caso Bruno e Dom: Aras anuncia 30 procuradores da República para trabalharem na Amazônia

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O procurador-geral da República, Augusto Aras, participou de uma série de reuniões sobre a insegurança na Amazônia, no município de Tabatinga, no interior do Amazonas, neste domingo (19). Ele acompanha as investigações do assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips.

Aras afirmou que vai destinar mais 30 procuradores da República que vão trabalhar com exclusividade em toda a Amazônia. Segundo ele, dez deles vão cuidar de temas ambientais e indígenas.


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De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), a visita de Aras teve como objetivo discutir medidas e ações de reestruturação da atuação institucional na região amazônica, ampliar a articulação com outros órgãos públicos com vistas ao combate à macrocriminalidade e ao enfrentamento de violações aos direitos indígenas, direitos humanos e outros crimes registrados na região.

Aras fez um sobrevoo pelo município de Atalaia do Norte, onde o indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips foram mortos. Ele deve conversar com as autoridades responsáveis pela investigação do crime, para acompanhar os desdobramentos do caso.

Ainda, durante a visita, Aras teve um encontro com o oitavo batalhão de infantaria do Exército, que atua na região. À tarde, teve pelo menos três reuniões fechadas à imprensa. A primeira foi com membros da força-tarefa, a segunda com membros do MPF de Tabatinga e do Estado e a terceira foi com indígenas da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja).

Durante a manhã, o procurador participou de uma reunião com os coordenadores das câmaras de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais e Criminal do MPF e outros integrantes da Administração Superior.

Ele também participou de uma reunião com membros do MPF lotados em Tabatinga e no estado, com representantes do Exército, Polícia Federal, Funai e outras instituições para discutir medidas conjuntas de reforço da presença e atuação estatal na região.


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Além de Aras, os coordenadores das câmaras de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais e Criminal do Ministério Público Federal, Eliana Torelly e Carlos Frederico, respectivamente, o procurador federal dos Direitos do Cidadão, Carlos Alberto Vilhena, entre outros integrantes da Administração Superior do MPF, também participam da agenda.

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Assassinato de Dom e Bruno

Dom e Bruno estavam desaparecidos desde 5 de junho, enquanto faziam uma viagem na terra indígena do Vale do Javari (AM).

Três pessoas foram presas suspeitas de participarem do assassinato e outras cinco também são investigadas por envolvimento no crime.

De acordo com a polícia, os cinco homens ajudaram a enterrar os corpos de Bruno e Dom. A polícia não revelou os nomes.

Eles devem ser indiciados pelo crime de ocultação de cadáver e vão responder as acusações em liberdade, devido o crime prever uma pena inferior a 4 anos.

Em nota divulgada nesta sexta, a PF também informou que as investigações apontam que não houve mandante ou organização criminosa envolvida no crime. Segundo o texto, a apuração continua e novas prisões podem ocorrer, mas o inquérito aponta “que os executores agiram sozinhos”.

Motivação

A motivação do crime ainda é incerta, mas a polícia apura se há relação com a atividade de pesca ilegal e tráfico de drogas na região. Segunda maior terra indígena do país, o Vale do Javari é palco de conflitos típicos da Amazônia: desmatamento e avanço do garimpo.

Amarildo da Costa Oliveira, o “Pelado”, está detido desde 7 de junho. Segundo a polícia, ele foi visto por ribeirinhos, no dia do desaparecimento, em uma lancha logo atrás da embarcação de Pereira e Phillips. Os agentes encontraram vestígios de sangue no barco do suspeito, que vinha negando ter qualquer relação com o caso. Já Oseney, o “Dos Santos”, foi preso temporariamente na terça-feira (14).


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Na quarta, além de confessar participação nos crimes, Amarildo também indicou onde afundou a embarcação que era usada por Bruno e Dom. Os restos mortais foram achados a cerca de 3,1 km de distância de onde itens pessoais do indigenista e do jornalista, como cartão de saúde e notebook, haviam sido encontrados dias atrás.

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Fonte G1 Brasília

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