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Caso Master: Vorcaro não comparecerá à CPMI do INSS na próxima segunda-feira

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O banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, não vai comparecer à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS na próxima segunda-feira (23), data em que estava previsto o seu depoimento.

A informação foi divulgada pela cúpula do colegiado que apura desvios de aposentadorias e pensões pagas pelo INSS.

“A razão [do cancelamento] é muito clara. Com a liberação do André Mendonça, não tem porque ele vir. A relação do Vorcaro é muito forte com parlamentares, ele pode destruir a República. Não é do interesse que ele compareça”, afirmou Duart Jr (PSB-MA), vice-presidente da CPMI.

A convocação do ex-proprietário do Banco Master ? instituição liquidada em novembro pelo Banco Central ? foi determinada pela comissão no ano passado.

?Vorcaro é alvo da Operação Compliance Zero, em que a PF investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. O nome da operação é uma referência à falta total de controles internos nas instituições envolvidas para evitar crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.

Por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, a presença de Vorcaro no colegiado era facultativa, ou seja, ele não precisava comparecer.

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No lugar do depoimento do banqueiro, a CPI mista do INSS marcou o depoimento da empresária Ingrid Pikinskeni Morais Santos.

Ingrid Pikinskeni Morais Santos é sócia e mulher de Cícero Marcelino de Souza Santos, apontado pela PF como assessor do presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais do Brasil (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes.

Compliance Zero

Relembre os principais pontos da operação Compliance Zero:

  • Fraude: a investigação apurou a criação de carteiras de crédito fictícias para inflar artificialmente o patrimônio do Banco Master. O objetivo seria viabilizar uma venda ou fusão com o Banco de Brasília (BRB).
  • Valores: estima-se que as irregularidades cheguem a R$ 12 bilhões. Em fases posteriores (janeiro de 2026), a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 5,7 bilhões em bens e valores.
  • Alvos e Prisões: o principal alvo foi o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que chegou a ser preso preventivamente. Além dele, a operação afastou a cúpula do BRB (incluindo seu presidente) devido a indícios de que o banco público teria injetado bilhões em operações fraudulentas.
  • Consequências: após a deflagração da primeira fase, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master por concluir que a instituição não tinha condições de honrar seus compromissos.

Fonte G1 Brasília

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