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Censo e a população LGBTQIA+: professor de direito e consultora do IBGE expõem prós e contras de incluir novas questões em 2022

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Previsto originalmente para 2020, o Censo, que deve acontecer a cada 10 anos, foi adiado pela pandemia e, no ano seguinte, por falta de orçamento.

Agora, a Justiça Federal do Acre determinou que o IBGE inclua questões sobre orientação sexual e identidade de gênero no questionário do censo demográfico deste ano. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística alega que a única alternativa possível para a inclusão é um novo atraso e diz que vai recorrer.

Para Renan Quinalha, professor de Direito da Unifesp, a inclusão dessas questões é fundamental, ainda que implique um novo adiamento da aplicação.

“É fundamental que haja essa inclusão, ainda que isso implique um adiamento mesmo da aplicação do Censo nesse momento'”, diz ele em entrevista ao episódio #726 do podcast O Assunto desta segunda-feira (13).

“Mas o que não se pode esperar é mais 10 anos para que finalmente haja a inclusão da população LGBTI+, uma reinvindicação que vem desde o começo dos anos 80. […] Acho que é preciso destacar que essa reinvindicação não é nova, ou seja, há muito tempo já há uma discussão entre o movimento LGBTI+ e o IBGE e outros órgão de governo justamente para essa inclusão estatística”, completa.

Já para Suzana Cavenaghi, consultora do IBGE, embora a barreira principal seja a falta de tempo hábil, já que todas as perguntas necessariamente precisam passar por testes com a população, ela alerta para o risco de uma eventual “desinformação” decorrente da reação dos entrevistados diante do questionamento. “Isso pode botar a perder toda uma operação censitária.”

“Não é fácil, não é tranquilo. Uma pergunta colocada num Censo sem pensar muito e tendo interação muito grande com outras informações pode trazer desinformação. Ela pode colocar a perder outras informações que são muito importantes”, diz a consultora, também em entrevista ao episódio #726 de O Assunto.

“Uma pergunta não pode entrar no Censo poucas semanas desse Censo ir a campo. O Censo é uma operação muito complexa. Ele começa a ser planejado quando começa o anterior. A questão nem é qual é a pergunta, se ela é válida, se ela não é, se ela é importante, se ela não é. A questão realmente é que a operação censitária é complexa.”

Ouça as entrevistas completas no episódio #726 do podcast O Assunto.

Fonte G1 Brasília

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