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Confederação Israelita reage após prisão de suspeitos terroristas no Brasil; Barroso e Pacheco falam sobre combate ao antissemitismo

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Uma investigação conjunta da Polícia Federal com polícias de outros países concluiu que um grupo ligado aos radicais do Hezbollah planejava atentados terroristas contra alvos judaicos em território brasileiro. Dois homens foram presos em São Paulo.

Depois das prisões, a Confederação Israelita do Brasil (Conib) divulgou uma nota em que manifestou “enorme preocupação” com a prisão dos brasileiros, que, segundo a PF, planejavam atentados contra alvos judaicos no Brasil.

A Conib afirmou que o terrorismo, em todas as suas vertentes, deve ser combatido e repudiado por toda a sociedade brasileira. E parabenizou a Polícia Federal, o Ministério Público e o Ministério da Justiça pela sua ação preventiva e reitera que os trágicos conflitos do Oriente Médio não podem ser importados ao nosso país, onde diferentes comunidades convivem de forma pacífica, harmoniosa e sem medo do terrorismo.

Reação autoridades

A operação da Polícia Federal repercutiu também entre autoridades. O presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, disse que é preciso combater o antissemitismo.

“Fazer valer a disseminação da paz, do respeito às divergências. Nós temos no nosso território judeus, palestinos, árabes, europeus, americanos, asiáticos, e todos nós temos que conviver de maneira harmoniosa e é por isso que qualquer flerte de preconceito deve ser rebatido de maneira muito veemente pelas instituições e pela própria sociedade, é um papel da sociedade de buscar sempre ter esse entendimento, essa compreensão a respeito dessas diferenças e divergências que devem conviver de maneira harmoniosa”.

“Definitivamente não pode haver uma contaminação do brasileiro, que é essencialmente pacífico, essencialmente de boa convivência, de respeito a todas as pessoas. Nós não podemos nos deixar contaminar por um discurso de ódio que vem enviesado com preconceito, com intolerância, com muitos equívocos inclusive de informação. então é o nosso papel, de toda a sociedade brasileira e das instituições públicas, e quero dizer também do Congresso Nacional, de poder combater de maneiro muito veemente essa contaminação da sociedade brasileira com esse discurso de ódio. É compromisso de nós todos combatermos isso e pregarmos a paz em todas as situações no nosso país”, diz Pacheco.

O presidente do Supremo, Luis Roberto Barroso, afirmou que o Brasil tem tradição de ser contra qualquer tipo de intolerância.

“O antissemitismo já custou muito caro não só ao povo judeu, mas à humanidade como um todo e é vergonhoso que isso possa ser a qualquer tempo reavivado. eu penso que o Brasil tem muitos desafios, mas tem algumas características positivas que a gente não pode perder, uma delas é de ser um país de paz, um país de democracia, um país de tolerância religiosa. Aqui entre nós, todas as religiões, todos os imigrantes, sempre foram bem acolhidos, bem recebidos, cristãos, judeus, muçulmanos, budistas, sempre puderam praticar o seu credo aqui sob proteção, em liberdade e com respeito e consideração?, disse o presidente do Supremo.

“Essa guerra entre o Hamas e Israel, que começou com um inominável atentado terrorista e que agora tem uma reação que também provoca uma crise humanitária, tem dividido corações e mentes pelo mundo afora. A pior coisa que pode acontecer no Brasil, no entanto, é nós importarmos esse sentimento, tanto o antissemitismo como a islamofobia?, completou.

A operação

A operação da PF investiga o recrutamento de brasileiros para a prática de atos terroristas e contou com informações de inteligência de Israel e dos Estados Unidos.

Os policiais federais cumpriram 11 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Minas e no Distrito Federal. Foram apreendidos celulares, dinheiro e documentos como agendas e anotações.

Na nota oficial, a polícia federal não citou o nome do Hezbollah — grupo libanês extremista apoiado pelo irã e considerado terrorista por vários países, mas a TV Globo confirmou que os dois presos têm relação com o Hezbollah — alguns dos investigados chegaram a ir até o Líbano para encontros com integrantes da organização.

Os envolvidos devem responder pelos crimes de formar ou integrar organização terrorista e de realizar atos preparatórios de terrorismo. A lei brasileira equipara o terrorismo a crime hediondo, que é inafiançável. As penas podem chegar a 15 anos e 6 meses de reclusão.

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Veja, abaixo, a reportagem completa:

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Fonte G1 Brasília

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