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Conselho da Petrobras discutiu escassez de diesel e sugeriu plano de racionamento ao governo

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O Conselho de Administração da Petrobras debateu no início desta semana, por mais de duas horas, a perspectiva de o Brasil sofrer desabastecimento de diesel no segundo semestre deste ano.

O governo já havia sido alertado pela empresa sobre o risco, independentemente dos preços e reajustes praticados.

Segundo relatos de dois conselheiros ao blog, na reunião, que durou 11 horas, a Petrobras debateu formas de a empresa ajudar a contornar o impacto no Brasil da escassez mundial do produto, mas o consenso é de que, sozinha, há pouco a fazer.

Ainda segundo esses conselheiros, além de voltar a alertar o governo da urgência de um plano para um racionamento emergencial do combustível, que está com alta demanda no mercado internacional, também se sugeriu que a Agência Nacional de Petróleo (ANP) comande as ações do setor.

A discussão incluiu, ainda, levar ao Poder Executivo a sugestão de estudar formas de garantir que alguns serviços tenham prioridade em receber diesel, em caso de racionamento, entre os quais:

  • ambulâncias;
  • transporte de grãos;
  • transporte de alimentos.

No terceiro trimestre do ano há forte fluxo da safra agrícola a ser escoada para fora do Brasil. É também o momento em que o Brasil terá eleições presidenciais, o que traz mais um desafio para o governo.

Bolsonaro

Nesta quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro tocou no assunto, demonstrando ter conhecimento do desafio que o governo terá para garantir abastecimento do país.

Ele afirmou que “pior do que a inflação é o desabastecimento”. E disse que o governo trabalha para não haver desabastecimento.

A discussão dentro do CA da Petrobras sequer abordou defasagens de preço ou políticas de reajuste que vem sendo cogitadas pelo governo – na visão das análises que chegaram aos conselheiros, há um ambiente global, causado pelo conflito entre Rússia e Ucrânia, que ampliou muito a demanda pelo diesel.

Nesta semana também, petroleiros fizeram publicamente um alerta semelhante.

Fonte G1 Brasília

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