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Datafolha: 46% avaliam que situação econômica do país piorou; para 24%, melhorou

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Pesquisa Datafolha aponta que 46% dos brasileiros avaliam que a situação econômica do país piorou nos últimos meses enquanto 24% apontam que melhorou. Dos entrevistados, 28% afirmam que “ficou como estava”.

Segundo o levantamento, divulgado na terça-feira (10) pelo jornal “Folha de S.Paulo”, o resultado mostra que a percepção dos brasileiros sobre a economia voltou a se deteriorar em relação a dezembro, subindo de 41% para 46%. Já quem acha que a economia melhorou caiu de 29% a 24% entre dezembro e março.

Veja os números:

  • Piorou: 46% (eram 41% em dezembro);
  • Ficou como estava: 28% (eram 29% em dezembro);
  • Melhorou: 24% (eram 29% em dezembro).

O Datafolha ouviu 2004 pessoas de 16 anos ou mais em 137 municípios pelo Brasil entre os dias 3 e 5 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

A pesquisa mostra também que a percepção negativa da economia é de 57% entre evangélicos e de 41% entre católicos. Ainda, que 77% dos que pretendem votar em Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições acham que a economia piorou contra 14% de quem pretende votar em Lula (PT).

A margem de erro dos recortes é de três pontos percentuais para mais ou para menos para o público católico e de quatro pontos percentuais para evangélicos e eleitores de Lula e de Flávio Bolsonaro.

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Expectativa da economia

O Datafolha diz que, para 35% dos entrevistados, a economia vai piorar nos próximos meses. Em dezembro, este número era de 21% e chegou a 45% em julho de 2025.

Já a expectativa de melhora passou de 28% em julho para 46% em dezembro, e ficou em 30% no levantamento atual.

Veja os números:

  • Piorar: 35% (eram 21% em dezembro);
  • Ficar como está: 33% (eram 29% em dezembro);
  • Melhorar: 30% (eram 46% em dezembro).

A expectativa de melhora é maior entre pessoas com renda até dois salários mínimos do que entre pessoas que estão no grupo acima de 10 salários mínimos: 33% contra 11%, de acordo com o levantamento.

No Nordeste 36% acreditam na melhora da economia, enquanto no Sudeste são 25%, segundo o Datafolha, que aponta, ainda, que esse otimismo é maior entre pretos (32%) e pardos (31%) do que entre brancos (26%).

A diferença de percepção entre religiões chega a dez pontos percentuais: enquanto 33% dos católicos estão otimistas, o índice cai para 23% entre os evangélicos.

O recorte político acentua o abismo: 51% dos eleitores de Lula preveem melhora, contra apenas 14% dos que pretendem votar em Flávio Bolsonaro. O pessimismo também predomina entre que disse que deve votar em Romeu Zema (Novo), 16%, e Ratinho Junior (PSD), 17%.

Situação financeira pessoal

Os dados do Datafolha apontam que o brasileiro está mais insatisfeito e pessimista com o próprio bolso. O levantamento mostra que 33% dos entrevistados avaliam que a sua situação econômica pessoal piorou nos últimos meses ? em dezembro, esse índice era de 26%.

No caminho inverso, a parcela dos que sentiram melhora na própria condição financeira caiu de 36% para 30%. É a primeira vez neste período que o sentimento de piora individual apresenta uma alta significativa, aproximando-se do índice de quem vê evolução na renda.

Veja os números:

  • Piorou: 33% (eram 26% em dezembro);
  • Ficou como estava: 37% (eram 38% em dezembro);
  • Melhorou: 30% (eram 36% em dezembro).

O levantamento aponta que o otimismo do brasileiro com o próprio futuro financeiro, que deu um salto de julho para dezembro, recuou. O grupo dos que esperam melhora na própria condição caiu de 60% para 51%.

Na outra ponta, o pessimismo com o futuro pessoal também oscilou: o índice, que havia caído para 10% em dezembro, agora está em 14%. Em julho de 2025, esse percentual de pessimistas era maior: 22%.

Veja os números:

  • Melhorar: 51% (eram 60% em dezembro);
  • Ficar como está: 33% (eram 28% em dezembro);
  • Piorar: 14% (eram 10% em dezembro).

Preocupação com o desemprego

O levantamento do Datafolha mostra que 48% dos entrevistados avaliam que o desemprego vai aumentar, ante 42% no levantamento anterior sobre o tema, feito em junho de 2025.

Segundo o levantamento, o novo resultado é o maior patamar em termos nominais no atual mandato do presidente Lula, embora esteja empatado na margem de erro com os 46% verificados em setembro de 2023 e março de 2024.

Para 21% dos ouvidos pelo instituto, o desemprego vai cair ? eram 22% em junho. De acordo com o Datafolha, este é o menor valor registrado no atual governo, empatado com os 21% de abril do ano passado.

Veja os números:

  • Aumentar: 48% (eram 42% em junho);
  • Ficar como está: 27% (eram 33% em junho);
  • Diminuir: 21% (eram 22% em junho).

O levantamento do Datafolha indica que o temor com o mercado de trabalho não é uniforme entre a população. A expectativa de que o desemprego vai subir é significativamente maior entre os brasileiros de alta renda (59% na faixa acima de dez salários mínimos) do que entre os mais pobres (46% no grupo até dois mínimos).

No recorte por religião e ocupação, 57% dos evangélicos preveem alta nas demissões, contra 45% dos católicos. O pessimismo atinge 64% entre os empresários e 52% entre os estudantes. Entre os que pretendem votar em Flávio Bolsonaro, o índice de quem acredita no aumento do desemprego chega a 65%.

Inflação

A maioria dos brasileiros projeta um cenário de alta nos preços para o futuro próximo. Segundo o Datafolha, 61% dos entrevistados acreditam que a inflação vai aumentar nos próximos meses. Esse sentimento de pessimismo tem mostrado estabilidade, mantendo-se no mesmo patamar registrado pelo instituto nos últimos 12 meses ? em abril de 2025 o índice era de 62% e, em junho, de 59%.

Na outra ponta, o levantamento do Datafolha revela que a parcela daqueles que apostam na queda da inflação vem diminuindo gradualmente: o índice era de 14% em abril, passou para 12% em junho e, agora, está em 11%. Já para 23% dos ouvidos na pesquisa, o indicador deve ficar como está (eram 24% em junho).

Veja os números:

  • Aumentar: 61% (eram 59% em junho);
  • Ficar como está: 23% (eram 24% em junho);
  • Diminuir: 11% (eram 12% em junho).

O Datafolha também mediu a expectativa do brasileiro sobre o salário: para 39% dos entrevistados, o poder de compra vai cair nos próximos meses. O índice de pessimismo oscilou para cima em relação ao levantamento anterior, quando era de 36%.

Na outra ponta, 32% acreditam que o poder de compra vai aumentar ? em junho, o otimismo com o salário estava em 30%.

Veja os números:

  • Aumentar: 32% (eram 30% em junho);
  • Ficar como está: 26% (eram 30% em junho);
  • Diminuir: 39% (eram 36% em junho).

Imposto de renda

O levantamento do Datafolha aponta que a reforma do Imposto de Renda ainda não gerou um impacto claro na percepção dos brasileiros sobre as finanças pessoais. Mesmo entre os grupos beneficiados pelas novas regras, o sentimento de melhora não destoa do restante da população.

No grupo com renda de dois a cinco salários mínimos, faixa que inclui os novos isentos, 32% afirmaram ao Datafolha que sua situação melhorou. O índice é próximo aos 28% registrados entre os que ganham até dois mínimos e já não pagavam o imposto anteriormente.

Segundo o instituto, a maior percepção de melhora está na faixa de cinco a dez salários mínimos (35%).

Na outra ponta, entre os brasileiros com renda acima de dez salários mínimos ? grupo impactado pelo novo Imposto de Renda Mínimo ?, apenas 25% sentiram melhora. Nesse recorte, o Datafolha mostra que 30% relataram piora, índice próximo à média geral da pesquisa (33%).

A reforma do governo ampliou a isenção para quem ganha até R$ 5.000 e reduziu o tributo para rendas de até R$ 7.350. Já o imposto mínimo passou a atingir, neste ano, quem recebe dividendos acima de R$ 50 mil por mês.

Fonte G1 Brasília

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