O Cuiabá iniciou o Campeonato Mato-grossense com derrota por 1 a 0 para a Luverdense, neste sábado, no Passo das Emas, em Lucas do Rio Verde. Após a partida, o técnico Eduardo Barros avaliou o confronto como equilibrado, lamentou o resultado, mas reforçou que o clube vive um momento de reconstrução, com mudanças profundas no elenco e foco no desenvolvimento de jovens atletas.
Na análise do treinador, o jogo teve características típicas de estreia. Segundo ele, o placar poderia até ter sido um empate pelo que as equipes produziram em campo.
? Foi um jogo equilibrado. Talvez o placar mais coerente fosse o empate. As duas equipes tiveram uma ou outra chance. Foi um jogo truncado, com muita disputa de primeira e segunda bola, erros de execução que, com mais coletividade e ritmo, tenderiam a fluir melhor ? afirmou.
Eduardo Barros reconheceu que a Luverdense teve mais ações ofensivas no primeiro tempo, mas ressaltou que o Cuiabá também criou boas oportunidades, incluindo uma defesa difícil do goleiro adversário logo no início da partida e uma cabeçada de David, livre na área.
? A primeira chance do jogo é nossa, com menos de dois minutos. Depois, a Luverdense também chegou, mas nós tivemos pelo menos duas boas oportunidades. O jogo ficou muito picotado, com atendimentos em campo e muitas faltas, nem todas, no meu entendimento, que deveriam ser marcadas. Isso tirou a fluidez ? analisou.
Apesar da frustração com o resultado, o treinador pregou a virada de página e já projetou a sequência da competição.
? É um resultado ruim, sem dúvida, mas precisamos virar a página rapidamente e pensar no próximo compromisso, já na quarta-feira ? disse.
Mais do que a estreia no Estadual, Eduardo Barros destacou o contexto vivido pelo clube em 2026. Segundo ele, o Cuiabá passa por uma remontagem significativa de elenco, com mudança de perfil e identidade, impulsionada pela nova diretriz da diretoria.
? A gente entende o tamanho do clube e a responsabilidade que é vestir a camisa do Cuiabá, ainda mais sendo hoje a única equipe do estado na Série B. Mas está muito cedo para falar em Série B. O foco agora é a reconstrução. São muitas saídas, uma mudança de perfil, e isso demanda tempo. É um processo ? explicou.
O treinador ressaltou que o time que entrou em campo pode ser considerado, em grande parte, um elenco sub-23. De acordo com ele, cerca de 75% dos jogadores são jovens, o que muda o patamar imediato de competitividade, mas faz parte de um projeto maior.
? Hoje jogamos praticamente com uma equipe de aspirantes. O Cuiabá estava acostumado a ser soberano, e agora precisa se acostumar com esse momento de reconstrução. Um time não se reconstrói do dia para a noite ? pontuou.
Eduardo Barros também defendeu a opção de dar minutos a jovens atletas no Campeonato Mato-grossense, em vez de mantê-los apenas em competições de base.
? Qual o efeito disso para o projeto de longo prazo? Colocar jovens em um campeonato de menor exigência do que a Série B, mas com futebol profissional, é uma experiência importante. É melhor estarem aqui do que, por exemplo, na Copa São Paulo. Que tipo de vivência eles têm hoje que vai prepará-los para os desafios da temporada? ? questionou.
Por fim, o treinador deixou claro que a juventude do elenco não pode ser usada como justificativa para derrotas, mas sim como ponto de partida para evolução.
? O desafio é ser competitivo e ganhar jogos mesmo com essa base jovem. Isso não é desculpa. Tem que ser motivo de crescimento e desenvolvimento da equipe e de todos os envolvidos no trabalho ? concluiu.
Na segunda rodada, o Cuiabá recebe o Operário VG, na quarta-feira, às 20h30, na Arena Pantanal.
Fonte GE Esportes