REDES SOCIAIS

25°C

Em tom de brincadeira, Lula diz que se Trump soubesse de seu ‘parentesco com Lampião’ não provocaria Brasil

Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (9) que se o presidente norte-americano, Donald Trump, conhecesse a “sanguinidade de Lampião” não provocaria o Brasil.

A declaração, em tom de brincadeira, foi feita durante uma cerimônia no Instituto Butantan, em São Paulo. Em seguida, Lula afirmou não querer briga com o norte-americano, pois havia o risco do Brasil ganhar.

“Quando eu viajar, eu sou muito teimoso e sou muito tinhoso, sabe, se o Trump conhecesse sabe, o que é a sanguinidade de Lampião de um presidente, ele não ficaria provocando a gente”, argumentou.

Lula ainda ponderou que o trabalho do Brasil é “na construção da narrativa sobre o multilateralismo” perante o mundo.

@media (min-width: 768px) {
.cxm-block-video__container–vertical #wp3-player-8e8p8 .clappr-player .poster__play-wrapper > svg {
width: 50%;
height: 50%;
}
}

“Eu não quero briga com ele, não sou doido, vai que eu brigo e eu ganho, o que eu vou fazer? O que eu vou fazer? Então, a briga do Brasil, é a briga da construção da narrativa, nós queremos mostrar que o mundo não pode prescindir do multilateralismo”, justificou.

Na sequência, o presidente ressaltou que foi o multilateralismo que garantiu a paz em uma parte do mundo.

Visita ao Butantan

Na ocasião, o presidente anunciou investimentos para ampliar a estrutura do Instituto Butantan e aumentar a capacidade para produção de vacinas e insumos imunobiológicos.

Isso inclui a fabricação do insumo farmacêutico ativo (IFA) para imunizantes como a DTPa (difteria, tétano e coqueluche) e a vacina contra o HPV.

A iniciativa, que busca reduzir a dependência de importações, prevê investimento total de R$ 1,4 bilhão.

Também estavam presentes no evento o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O presidente Lula tem usado agendas na área da saúde para reforçar críticas à condução do governo Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19, lembrando a defesa de vacinas e da ciência em contraposição ao negacionismo adotado à época.

Em 2026, ano eleitoral, o tema voltou a ocupar espaço na estratégia política do governo Lula, que busca associar investimentos em vacinação, produção nacional de imunizantes e fortalecimento do SUS a uma marca de reconstrução das políticas públicas desmontadas no governo anterior.

Campanha de vacinação contra dengue

Durante o evento, o governo também anunciou o começo da vacinação contra a dengue para profissionais de saúde da Atenção Primária do SUS, com base no desenvolvimento de uma vacina 100% nacional pelo Instituto Butantan.

As primeiras doses já foram distribuídas aos estados.

A vacinação para pessoas de 15 a 59 anos, está prevista para começar no segundo semestre de 2026, à medida que a produção for ampliada.

Foram adquiridas 3,9 milhões de doses da vacina contra dengue, com investimento federal de R$ 368 milhões, e está prevista uma parceria estratégica com uma empresa chinesa para potencializar a produção em até 30 vezes.

Fonte G1 Brasília

VÍDEOS EM DESTAQUE

ÚLTIMAS NOTÍCIAS