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Embaixador do Brasil no Irã relata falta de internet e dificuldade para se comunicar com brasileiros: ‘instrução é se abrigar’

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O embaixador do Brasil no Irã, André Veras Guimarães, afirmou neste sábado (28) que a internet no país iraniano foi cortada e que a diplomacia brasileira está enfrentando dificuldades para se comunicar com os brasileiros que estão na região.

Em entrevista à TV Globo diretamente de Teerã, Veras Guimarães afirmou que a orientação é se abrigar e evitar lugares com aglomeração. (veja vídeo acima)

“Aqui em Teerã não tem bunker porque o Irã, com exceção da guerra passada, nunca foi alvo de uma guerra e nunca atacou nenhum dos vizinhos diretamente. Então não é um país, como Israel, que em todos os prédios têm praticamente bunkers”, disse o embaixador.

“A indicação é que os ataques serão dentro da possibilidade cirúrgicos. Não vão atacar indiscriminadamente. Então a ideia agora é se recolher e aguardar até que algum outro encaminhamento possa ser dado para esse problema.”

Explosões foram registradas neste sábado (28) na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, cerca de 200 brasileiros moram atualmente no Irã. Após o ataque coordenado dos EUA e Israel contra o Irã, o Itamarary divulgou um comunicado em que recomenda aos brasileiros evitar viagens a países da região e aconselha às pessoas em áreas de risco a ficarem em casa e monitorar as notícias locais.

Veras Guimarães afirmou que a embaixada do Brasil em Teerã criou um grupo de whatsapp com os brasileiros residentes no país e que, no último contato, o pedido era que eles ficassem em casa e não se expusessem.

Ele disse que a diplomacia já estuda rotas de saída do país, caso seja necessário. “O mais seguro seriam essas rotas que estão no nosso plano de contingência pela Armênia ou pela Turquia ou Azerbaijão.”

O embaixador relatou que, apesar do clima de guerra no país, a impressão é que os iranianos não tem conhecimento da dimensão do que está acontecendo.

“Da minha casa consigo ver muitas ruas. Há pessoas nas ruas, dirigindo os seus carros”, disse.

“É, claro, esse clima de guerra traz uma ansiedade, uma preocupação muito grande, mas o iraniano é muito resiliente. Ele aprendeu a conviver nesse ambiente tenso e eu acrescento que também o desconhecimento sobre o que está acontecendo também de certa maneira faz com essa ansiedade não seja tamanha se todos tivessem conhecimento do que está acontecendo. Essa é uma impressão.”

Fonte G1 Brasília

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