REDES SOCIAIS

33°C

Erisipela: entenda o que é a infecção que afeta a pele

Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email

O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-Rio) afirmou, em publicação no Telegram neste domingo (4), que o pai, o presidente Jair Bolsonaro (PL), teve erisipela em uma das pernas.

Em 16 de novembro, em entrevista concedida ao jornal “O Globo“, o vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS) havia afirmado o mesmo, ao justificar a ausência do presidente durante uma cerimônia para receber as cartas credenciais de embaixadores estrangeiros.

“É questão de saúde. Está com uma ferida na perna, uma erisipela. Não pode vestir calça, como é que ele vai vir para cá de bermuda?”, disse Mourão a “O Globo”.

Segundo Carlos Bolsonaro, o presidente já está em processo de recuperação e ?tudo corre muito bem?. O Palácio do Planalto foi procurado na tarde deste domingo, mas não confirmou a informação.

Mas o que é erisipela?

Segundo a dermatologista Ada Regina Trindade de Almeida, membro da diretoria científica da regional de São Paulo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a erisipela é uma infecção de pele causada por bactérias ? a mais comum é o Estreptococo, mas outros microrganismos também podem estar envolvidos.

?É necessário que você tenha uma porta de entrada [para a bactéria], que pode ser uma ferida, uma picada de inseto, uma frieira entre os dedos dos pés ou uma micose que não é tratada, por exemplo.?

Por meio desta porta de entrada, as bactérias ? que se encontram no meio ambiente e não precisam de um contato com uma pessoa ou animal infectado para serem transmitidas ? penetram na pele e acabam se espalhando com facilidade.

Segundo a SBD, a doença pode ter grande envolvimento dos vasos linfáticos e acontece com maior frequência nos membros inferiores, mas as infecções também podem acontecer em outras regiões, como nas mãos e até mesmo no rosto.

Quais os sintomas?

De acordo com Trindade, os principais sintomas são dor, vermelhidão, calor, inchaço e demais sinais de inflamação. ?Sintomas gerais como febre e mal-estar também podem acontecer, além da formação de bolhas no local?, completa a dermatologista.

Segundo a SBD, o quadro pode ter um início súbito e ainda contar com outros sinais de alerta, como fadiga, vômitos, náusea, fraqueza, dor de cabeça e calafrios antes mesmo de surgirem sinais de infecção na pele. Casos mais graves também podem apresentar o escurecimento da pele na região e, caso não haja o tratamento adequado, o quadro pode evoluir para uma infecção generalizada com risco de morte.

Ainda segundo Trindade, a doença é bastante comum e pode acometer homens e mulheres de todas as idades, mas é principalmente vista em pessoas da terceira idade.

?Pessoas que têm uma tendência a ter varizes e dificuldades de circulação também têm um risco maior, assim como aquelas que têm algum problema de insuficiência cardíaca ou renal?, afirma. Pessoas obesas, com diabetes e com baixa imunidade também são mais suscetíveis à doença.

LEIA TAMBÉM:

Qual o tratamento?

Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento para a doença pode ser feito com uma combinação de várias medidas realizadas ao mesmo tempo, mas sempre de acordo com a orientação profissional.

Entre as medidas estão o uso de antibióticos específicos para eliminar a bactéria, o repouso absoluto com as pernas elevadas para redução do inchaço ? principalmente na fase inicial da doença ? e o tratamento das lesões de pele que podem ter servido como porta de entrada. Em alguns casos, os médicos também podem sugerir que o local seja enfaixado.

A limpeza adequada da pele para evitar o ambiente de proliferação das bactérias e o possível uso de medicamentos de apoio, como remédios contra a febre, anti-inflamatórios e analgésicos, também fazem parte do tratamento.

?Quando o tratamento é feito da forma correta, na maioria dos casos a recuperação é total. Mas é importante reforçar a necessidade de tratar também a porta de entrada, caso contrário, há o risco de uma nova infecção bacteriana na mesma região?, explica Trindade.

Segundo informações do Ministério da Saúde, além da higiene adequada e do tratamento das portas de entrada, a manutenção do peso com uma dieta saudável também pode ajudar a impedir que a doença se repita. Outras dicas são evitar ficar muito tempo parado (seja em pé ou sentado), fazer o repouso com as pernas elevadas e apostar no uso frequente de meias elásticas para combater o inchaço.

Para Trindade, outra recomendação importante é a busca por médicos devidamente habilitados para o diagnóstico e tratamento da doença. ?Às vezes as pessoas querem fazer o tratamento por conta própria e podem acabar piorando a situação. É preciso ir no médico?, completa.

Fonte G1 Brasília

VÍDEOS EM DESTAQUE

ÚLTIMAS NOTÍCIAS