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Franceses buscam na ciência brasileira reforço para entender e melhorar a forma de nadar de uma das estrelas dos Jogos de Paris

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Na natação, um brasileiro tem sido muito importante para o sucesso de um astro francês.

100 m livre: a prova do Brasil em Olimpíadas na natação. Já rendeu quatro medalhas. A quinta não virá em Paris. Guilherme Caribé acabou eliminado, em décimo lugar nas semifinais.

Quem garantiu um espaço para nadar entre as melhores do mundo foi Beatriz Dizotti, finalista dos 1.500 m. Um feito inédito, que parecia impossível no final de 2023, quando Bia passou por uma cirurgia para a retirada de tumores no ovário.

“Eu tive a cirurgia, tive que recuperar da cirurgia, e recuperar autoestima e confiança para competir. Hoje, eu estou em uma final olímpica. A gente fala muito de estar orgulhoso do próximo, mas hoje eu estou orgulhosa do trabalho que eu fiz e como eu consegui me recuperar?, diz Bia Dizotti.

Nosso país também mostrou serviço na piscina, nesta terça-feira (30) de outra forma: com conhecimento. É que os franceses foram buscar na ciência brasileira um reforço para entender e melhorar a forma de nadar de uma estrela dessa edição dos Jogos.

O cientista Ricardo Peterson Silveira está há dois anos estudando o movimento dos nadadores da seleção francesa, e viu de perto o talento de Leon Marchand. Humanos são mais desajeitados do que peixes para vencer a resistência da água. Mas Marchand é um fenômeno nesse quesito. Ele produz menos arrasto quando está embaixo d’água do que qualquer outro atleta que Ricardo já testou.

“O Marchand tem uma qualidade que favorece muito o nado submerso. Ele tem um corpo uniforme, como se fosse um torpedo. E esse corpo uniforme reduz muito a resistência?, afirma o cientista Ricardo Peterson Silveira.

Usando e abusando desse nado submerso, Marchand já conquistou um ouro em Paris, nos 400 m medley e, nesta terça-feira, avançou para mais duas finais: 200 m borboleta e 200 m peito. Ou seja: com olhar brasileiro, a França descobriu um homem-peixe.

POR TRÁS DA MEDALHA

Fonte G1 Brasília

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