REDES SOCIAIS

33°C

g1 usou ferramentas de programação para analisar milhares de arquivos em levantamento exclusivo sobre feminicídios; entenda

Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email
@media (min-width: 768px) {
.cxm-block-video__container–vertical #wp3-player-egkt8 .clappr-player .poster__play-wrapper > svg {
width: 50%;
height: 50%;
}
}

Uma reportagem publicada pelo g1 nesta quarta-feira (4) revela que 336 homens suspeitos ou condenados por feminicídio ou tentativa de feminicídio são alvos de mandados de prisão e estão em liberdade mesmo assim.

Entre os procurados há pessoas com ordens de prisão pendentes há anos, criminosos que figuram entre os mais procurados do Brasil e reincidentes (clique aqui para ler a reportagem).

Para chegar a esse número, o trabalho de apuração durou dois meses. Foram duas frentes simultâneas: a consulta direta ao Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), sistema mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e alimentado pelos tribunais de todo o país, e a tentativa de obter uma lista de mandados enviada por funcionários do CNJ.

Como os dados foram extraídos da base do CNJ

Os mandados de prisão são públicos e podem ser consultados por qualquer cidadão no portal do BNMP, por meio de pesquisas pelo nome do procurado, CPF ou número do processo.

No final do ano passado, havia no banco do CNJ um total de 307.738 mandados de prisão ativos, à espera de cumprimento.

Para saber quais tratam de feminicídio, foi necessário baixar esses documentos.

A equipe que elaborou a reportagem usou ferramentas de programação para criar uma espécie de “programa” para automatizar o download. Por ser uma base de dados muito grande, fazer isso de forma manual levaria muito mais tempo.

Esse código “varreu” o sistema do CNJ para extrair as informações. Foi possível acessar 293.419 mandados, já que a entidade impõe limite à extração de grandes volumes de dados.

Na etapa seguinte, com o auxílio de planilhas e scripts em Python (uma linguagem de programação usada para análise de dados), a equipe identificou os mandados que continham no texto a tipificação penal de feminicídio ? prevista no artigo 121, § 2º, inciso VI, do Código Penal (Lei nº 2.848).

Esses mandados “filtrados” na planilha foram somados aos documentos enviados diretamente pelo CNJ. Casos duplicados foram excluídos.

Esse cruzamento resultou na identificação de 352 mandados relacionados a crimes de feminicídio.

Etapa seguinte: checagem de mandados, um a um

Todos os mandados localizados foram verificados individualmente pelas repórteres. Nesse momento, foi possível obter informações sobre os casos: data do crime, local, nomes dos envolvidos e das vítimas e andamento do processo.

Antes da publicação da reportagem, a equipe fez uma checagem final para retirar do levantamento as ordens de prisão que haviam sido cumpridas durante o período de apuração da reportagem.

Após esse processo, restaram 336 mandados, que foram organizados para consultar o tipo prisão (temporária, preventiva, após a condenação) e o ano em que foi decretada, nome e CPF de suspeitos e acusados e ano de início do processo. Todas essas informações foram usadas para contar as histórias que você pode ler aqui.

Fonte G1 Brasília

VÍDEOS EM DESTAQUE

ÚLTIMAS NOTÍCIAS