O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, fez nesta terça-feira (3) uma rodada de conversas por telefone com chanceleres do Oriente Médio sobre a escalada da guerra na região.
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Mauro Vieira conversou com os ministros da Jordânia, Ayman Safadi; do Kuwait, Jarrah Jaber Al-Ahmad Al-Sabah; e voltou a conversar com o chanceler dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan.
Antes dessas ligações, Vieira falou por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para atualizá-lo da situação.
Segundo um interlocutor da diplomacia brasileira, há um trabalho do Brasil de buscar a melhor informação e melhor avaliação do cenário da guerra junto aos países parceiros da região.
Uma das prioridades é buscar a proteção dos interesses dos brasileiros que estejam morando ou de passagem pelas áreas de conflito.
Segundo nota publicada pelo Itamaraty, na conversa com o chanceler da Jordânia, os dois ministros “trataram dos ataques do Irã ao território jordaniano e dos possíveis cenários para o conflito nos próximos dias”.
“O Ministro Mauro Vieira transmitiu ao Ministro jordaniano a solidariedade do Brasil e expressou preocupação quanto aos desdobramentos militares e ao alastramento regional do conflito”, diz a nota.
Já sobre a ligação com o chanceler do Kuwait, o Itamaraty informou que trataram “dos impactos da crise e das ações militares para o Kuwait, para a região e para a economia global, e discutiram também a situação da comunidade brasileira naquele país”.
A conversa de Vieira com o chanceler dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan, foi a segunda após os ataques entre Estados Unidos, Israel e Irã.
Vieira e o ministro do país ? também alvo de ataques retaliatórios do Irã ? já haviam conversado na segunda-feira. Os dois trataram sobre os desdobramentos da guerra no Oriente Médio e o fechamento do espaço aéreo na região.
Entre as preocupações do Itamaraty ao país árabe é com a situação de brasileiros que estão nos aeroportos de Dubai e Abu Dhabi, diante das restrições de voos.
Avaliação de impactos
No momento, o governo brasileiro também avalia impactos da escalada de conflitos e possíveis desdobramentos diplomáticos, inclusive com os Estados Unidos.
Na segunda-feira (2), o assessor especial da Presidência da República, embaixador Celso Amorim, conversou por telefone com o presidente Lula sobre a escalada dos conflitos.
Os dois avaliaram os desdobramentos mais recentes da crise e possíveis iniciativas diplomáticas do Brasil, incluindo a atuação do Itamaraty e a defesa de uma solução negociada para reduzir as tensões na região.
Durante a ligação, Celso Amorim lembrou ao presidente Lula os esforços da diplomacia brasileira, em 2010, ao lado da Turquia, para a Declaração de Teerã ? iniciativa que teve repercussão internacional positiva, mas acabou rejeitada pelos Estados Unidos.
- ?A Declaração de Teerã foi uma proposta apresentada em 2010 por Brasil, Turquia e Irã para tentar reduzir a tensão em torno do programa nuclear iraniano. Pelo acordo, o Irã enviaria parte de seu urânio enriquecido para a Turquia, onde o material ficaria sob custódia internacional, em troca de combustível nuclear para um reator de pesquisas médicas. A iniciativa buscava evitar novas sanções e abrir espaço para negociações, mas foi rejeitada pelos Estados Unidos e não avançou.
‘Devemos nos preparar para o pior’, diz Celso Amorim sobre conflito no Oriente Médio
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Em entrevista à GloboNews, Celso Amorim afirmou que o Brasil “deve se preparar para o pior” cenário, já que o conflito com o Irã tem potencial de se alastrar.
Fonte G1 Brasília