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Janja diz que foi assediada duas vezes como primeira-dama: ‘Está insuportável para nós mulheres’

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A primeira-dama Janja da Silva afirmou nesta terça-feira (3) que foi assediada duas vezes enquanto já ocupava o título durante o atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Está insuportável para nós mulheres. Eu, como primeira-dama, não tenho segurança em nenhum lugar que eu estou. Eu já fui assediada neste período duas vezes. Eu sendo primeira-dama, estando nos lugares que acho que me são seguros e, mesmo assim, fui assediada”, disse Janja durante participação no programa Sem Censura, da TV Brasil.

“Se eu, enquanto primeira-dama, que tenho toda uma equipe em torno, um olhar, câmeras, cuidados, sou assediada, imagina uma mulher no ponto de ônibus 10 horas da noite. A gente não tem segurança em nenhum lugar.”

A declaração foi dada enquanto Janja e convidados do programa debatiam sobre o aumento do número de casos de feminicídio no Brasil e a vulnerabilidade das mulheres. Eles também lembraram o episódio de assédio sexual vivido pela presidente do México, Claudia Sheinbaum, no ano passado.

Sheinbaum foi assediada na rua enquanto caminhava e cumprimentava apoiadores no centro da capital do país. A líder mexicana chamou o episódio de “lamentável” e disse que buscará ação na Justiça contra o assediador.

Recorde de casos no Brasil

No ano passado, o número de feminicídios bateu recorde no Brasil: foram 1.470 casos de janeiro a dezembro, conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O total supera os 1.464 registros de 2024, a maior marca até então.

Ao longo do ano, o Brasil registrou uma série de casos de feminicídio que expõem a violência extrema sofrida por mulheres, muitas vezes dentro de relações afetivas marcadas por ameaças, agressões e histórico de perseguição.

Desde o fim do ano passado, o presidente da República tem adotado em seus discursos um posicionamento mais duro ao enfrentamento a esse crime. Lula tem cobrado a mudança na postura dos homens no país e decidiu coordenar a criação de um pacto nacional.

Segundo o presidente, partiu da primeira-dama o pedido para que ele assumisse a responsabilidade de uma luta mais dura no combate à violência contra a mulher.

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Pacto contra feminicídio

A iniciativa uniu Executivo, Legislativo e Judiciário em um compromisso institucional para enfrentar a violência letal contra mulheres e meninas no Brasil.

Apesar de o anúncio do pacto contar com diretrizes iniciais, o governo ainda não apresentou detalhes práticos sobre a execução das políticas de enfrentamento ao feminicídio.

Fonte G1 Brasília

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