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Kassab diz que é natural a discussão do PSD integrar a base de Lula

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O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, disse nesta segunda-feira (7) que é natural a discussão para um eventual alinhamento da sigla ao governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em entrevista à GloboNews, o ex-ministro afirmou que ?parcela expressiva? de integrantes do partido já têm apoiado Lula desde a campanha, o que facilitaria a aproximação com o PT.

De acordo com Kassab, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, deu início às tratativas, mas a discussão deve ser encarada, primeiro, no âmbito interno do PSD.

?É uma conversa que não aconteceu. O PSD no primeiro turno teve uma posição de neutralidade e, agora, nós recebemos um convite da presidente do PT para iniciarmos uma conversa. Esse convite foi aceito e é evidente que precisa ser discutido internamente pelo partido, porém, já no primeiro e no segundo turno, uma parte expressiva do partido, diante da posição de neutralidade, apoiou a candidatura do presidente Lula?, disse.

?Tem naturalidade a discussão e eventual posicionamento do partido integrando a base do governo, apoiando a governabilidade?, acrescentou.

O desejo de ter o PSD aliado é antigo e esteve presente durante a campanha vitoriosa do petista.

Ainda durante a articulação da pré-campanha ao Planalto, no ano passado, Lula e lideranças do PT tentaram atrair o apoio formal do partido. No partido, o ex-presidente tinha apoio de uma ala declaradamente lulista, composta por senadores e deputados federais.

Na tentativa de firmar um acordo, o ex-presidente chegou a participar de conversas com o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, e de um almoço com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A aliança, no entanto, não avançou.

Em convenção nacional no final de julho, o partido optou pela neutralidade no primeiro turno, o que permitiu que o petista seguisse com apoios declarados dos senadores Omar Aziz (AM), Otto Alencar (BA) e Carlos Fávaro (MT), e do deputado Marcelo Ramos, por exemplo. Mais tarde, Fávaro passou a ser conselheiro e interlocutor de Lula com o agronegócio.

Ao mesmo tempo, nos dois maiores colégios eleitorais, o PSD consolidou aliança com um aliado de Bolsonaro na disputa ao governo de São Paulo, Tarcisio de Freitas, e com o próprio PT em Minas Gerais.

Participação em ministérios

Na entrevista, Kassab também classificou como ?natural? a possibilidade de o PSD pleitear o comando de ministérios em troca da aliança. Segundo ele, ?sugestões? serão apresentadas ao PT se a sigla permitir.

Para o presidente do partido, o PSD tem ?condutores naturais? nessa outra discussão, como o senador Otto Alencar.

?É natural, diante de uma parcela expressiva do partido que ajudou a candidatura do presidente Lula, que o partido, através dessas pessoas que o ajudaram, possa pleitear participação. […] Não vejo problema?, declarou.

Kassab ainda acrescentou que não pretende entrar na disputa por um ministério. A razão, disse, é a naturalidade adotada por ele durante a campanha. ?[As sugestões] sempre [serão] através daqueles que já participaram da campanha?, disse.

Fonte G1 Brasília

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