REDES SOCIAIS

29°C

Lista de assuntos que Biden tratará com Bolsonaro em cúpula será ‘longa’, diz conselheiro dos EUA

Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email

O diretor sênior do Conselho de Segurança Nacional para o Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos, Juan Gonzalez, afirmou nesta quarta-feira (1º) que os presidentes Jair Bolsonaro e Joe Biden terão uma ?lista longa? de assuntos a serem discutidos durante a Cúpula das Américas.

Em entrevista coletiva por telefone a partir de Miami, Gonzalez mencionou como possíveis assuntos insegurança alimentar, resposta econômica à pandemia, saúde, segurança sanitária e mudanças climáticas. ?São áreas em que o Brasil desempenha papel muito importante?, disse.

A Cúpula das Américas, que reúne líderes de todo o continente americano para discutir o fortalecimento da democracia na região, acontecerá entre os dias 6 e 10 de junho, em Los Angeles.

Na semana passada, Bolsonaro confirmou participação. Ele e Biden ainda não tiveram uma reunião bilateral, prevista para o período da cúpula. Mas nem o Ministério das Relações Exteriores nem o representante norte-americano informaram em que data ocorrerá o encontro.

Bolsonaro tem uma relação distante com Biden. Na eleição norte-americana de 2020, ele declarou apoio ao então presidente Donald Trump, derrotado por Biden na tentativa de se reeleger. Bolsonaro chegou a afirmar que houve fraude na eleição dos Estados Unidos.

Segundo Juan Gonzalez, Biden usará a cúpula como uma oportunidade para conhecer os líderes dos países e ?avançar em objetivos comuns?, como prosperidade econômica, mudanças climáticas, crise migratória e pandemia da covid-19.

O presidente norte-americano espera anunciar, durante a cúpula, ações para promover os sistemas de saúde e sanitário a fim de preparar a região para futuras pandemias, parcerias energéticas e de combate às mudanças climáticas e propostas para combater a crise migratória no continente.


window.PLAYER_AB_ENV = “prod”

Eleições brasileiras

O conselheiro do governo americano reiterou que os EUA têm confiança nas instituições responsáveis pelo funcionamento do sistema eleitoral brasileiro. Gonzalez ressalvou, no entanto, que a decisão cabe aos brasileiros.

O processo eleitoral brasileiro tem sido tema recorrente de representantes da diplomacia dos Estados Unidos.

No mês passado, a indicada de Biden para ocupar a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Elizabeth Bagley, e a subsecretária de Estado dos Estados Unidos, Victoria Nuland, fizeram manifestações semelhantes.

Bagley falou do assunto em sabatina no Congresso dos EUA, ao responder a questionamento do presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado dos EUA, Robert Menendez. Ele quis saber o que a embaixadora poderia fazer para que as eleições brasileiras ocorram com integridade, a despeito dos ataques de Bolsonaro ao sistema eleitoral.

“O Brasil é uma democracia. Eles têm instituições democráticas, têm um sistema eleitoral democrático, um Judiciário e um Legislativo independentes. Têm liberdade de expressão, assembleias. Eles têm todas as instituições democráticas que precisam para promover eleições livres e justas”, respondeu.

Outra representante do governo americano a demonstrar preocupação com os ataques ao sistema eleitoral foi a subsecretária de Estado dos Estados Unidos, Victoria Nuland. Em entrevista à BBC News Brasil, ela disse ter alertado representantes do governo brasileiro sobre o risco de interferência russa nas eleições deste ano.

“Queremos eleições livres e justas em países ao redor do mundo e, particularmente, nas democracias. Julgamos a legitimidade daqueles que se dizem eleitos com base em se a eleição foi livre e justa e se os observadores, internos e externos, concordam com isso. Então, queremos ver, para o povo brasileiro, eleições livres e justas no Brasil”, disse.

Fonte G1 Brasília

VÍDEOS EM DESTAQUE

ÚLTIMAS NOTÍCIAS