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Lula cita reforma trabalhista da Espanha e diz que vai criar ‘mesa de negociação’ para discutir legislação no Brasil

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que vai criar uma mesa de negociação entre representantes de sindicatos e empresários para discutir mudanças na legislação trabalhista brasileira, caso seja eleito em outubro. Ele criticou a reforma trabalhista realizada na Espanha em 2012, que foi alterada neste ano. As declarações foram feitas durante um evento com sindicalistas em São Paulo nesta quinta-feira (14).

“Vocês que me conhecem sabem que nós vamos criar uma mesa de negociação. Uma mesa de negociação pode ser coordenada pelo vice-presidente, e vai ter lá os dirigentes sindicais, e vai ter lá os empresários”, disse Lula.

Para uma plateia de sindicalistas, o ex-presidente e pré-candidato à Presidência pelo PT defendeu que as alterações na legislação das relações de trabalho não vão ser feitas “na marra”, mas acordadas com o empresariado. Durante o evento, representantes de centrais sindicais criticaram diversos pontos da reforma trabalhista de 2021, que criou uma modalidade de trabalho sem direito a férias, 13º salário nem FGTS.

“A gente não vai fazer nada na marra, a gente vai fazer é negociando, com a permissão deles [empresários], para a gente poder exercer o direito de negociar”, completou.

Ao falar sobre o tema, ele citou a reforma trabalhista promovida na Espanha em 2012, que foi alterada em fevereiro deste ano.

“Nós fizemos uma reunião com o governo da Espanha e lá eles fizeram um acordo e mudaram a reforma trabalhista que tinha destruído os direitos deles em 2012”, disse.

Apesar das críticas, Lula negou que pretende retomar a legislação trabalhista que estava vigente antes da reforma.

“Aqui no Brasil, não adianta dizer que nós vamos mudar tudo e vamos voltar a ser o que era antes. Não, nós nem queremos o que era antes, nós queremos melhorar as coisas. A gente não quer voltar pra trás, a gente quer avançar, e é por isso que a gente quer discutir”, declarou.

Durante o evento, líderes de diversas centrais sindicais criticaram a reforma. O ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), indicado a vice-presidente na chapa do petista na última sexta (8), também participou do encontro. Em seu discurso, ele celebrou a liderança de Lula, a quem classificou como o maior líder que o país já teve.

Elogios do vice

Indicado para ser vice-presidente na candidatura de Lula, o ex-governador Geraldo Alckmin elogiou o líder petista para a plateia de representantes sindicais na Casa de Portugal, região central de São Paulo.

Ele classificou o encontro como uma “reunião histórica com as mais importantes centrais sindicais” do país e declarou que a luta sindical criou o maior líder popular do país.

“A luta de vocês, a luta sindical, deu ao Brasil o maior líder popular deste país: Lula. Viva, Lula! Viva os trabalhadores do Brasil!”, declarou o ex-governador.

Indicação de Alckmin

O diretório nacional do PT aceitou nesta quarta-feira (13) a indicação do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB) para compor uma eventual chapa presidencial ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022.

Mesmo com mobilizações contrárias dentro da sigla, Alckmin teve a indicação aprovada por 68 votos favoráveis, 16 contrários (13 contrários a Alckmin como vice, mas a favor de aliança com o PSB; e três contrários a Alckmin e à aliança com o PSB).

Membros das correntes minoritárias do diretório criticaram a maneira pela qual a presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), conduziu o processo. Essas correntes argumentam que a direção do partido não respeitou as demais instâncias partidárias antes de colocar o assunto em votação no diretório.

O PT deve encaminhar consultas às legendas que vão compor coligações e alianças com a sigla na disputa pela presidência. O partido quer saber se há oposição, dentro desses partidos, ao nome de Alckmin.

Até o momento, o PT já firmou alianças com PV, PCdoB ? os três devem se unir em uma federação partidária ?, PSB e PSOL (estes, por meio de coligação).

A Rede, que estuda compor federação com o PSOL, também deve se aliar apesar das divergências internas. Há ainda negociações em andamento com o Solidariedade.

O ex-governador de São Paulo foi indicado oficialmente pelo PSB para ocupar a candidatura a vice-presidente na última sexta (8). Em um evento com a presença de Gleisi, Lula e Alckmin, em São Paulo, o presidente do PSB, Carlos Siqueira, entregou uma carta de indicação à presidente do PT.


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Fonte G1 Brasília

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