O presidente Lula (PT) usou sua experiência como sindicalista para atropelar França e Arábia Saudita no debate que definiu o texto final do G20. A cúpula das principais economias do mundo ocorre no Rio de Janeiro.
Havia uma série de ajustes pedidos, como trechos em que o Brasil cedeu aos Estados Unidos em três pontos – dois deles sobre a guerra na Ucrânia.
Segundo aliados, Lula usou o instinto de sindicalista e não quis abrir para debate na reunião entre os líderes. Ele atropelou representantes da França por duas vezes e deu duas marteladas para aprovar o texto.
Enquanto Lula falava sobre o conteúdo e a aprovação do texto, o diplomata francês levantou a mão duas vezes e pedia para ver os termos, já que o presidente francês, Emmanuel Macron, não estava no local.
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Os brasileiros disseram que os termos estavam negociados e Lula deu a martelada. Tanto franceses quanto sauditas tentaram intervir, mas Lula ignorou novamente.
O presidente brasileiro deu voz para o argentino Javier Milei, que tinha dito ser contra tudo que estava no texto. Quando recebeu a vez, discursou contra o uso de termos como desinformação, discurso de ódio, questões de gênero, mas que não iria criar obstáculos.
Nesse momento, a França tentou mais uma vez intervir. Fontes da diplomacia brasileira avaliam que era um jogo marcado para ir de encontro aos interesses de Estados Unidos e dos demais europeus. Lula ignora mais uma vez e deu a segunda martelada e aprovou o texto.
Desde a madrugada de domingo, a diplomacia brasileira conseguiu atropelar questões que travavam o debate e driblaram questões difíceis para garantir a publicação do texto final do G20.
Fonte G1 Brasília