O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (5) que conversou com seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, após o nome dele ter sido citado na CPMI do INSS ? que investiga fraudes e descontos indevidos de aposentados e pensionistas.
Lula contou que chamou Lulinha no Palácio do Planalto para uma conversa e que alertou o filho de que se ele tivesse algum envolvimento com os descontos indevidos, ele deveria “pagar o preço”.
“Quando saiu o nome do meu filho, chamei ele e disse: só vc sabe a verdade, se você tiver alguma coisa, vai pagar o preço, mas se não tiver, se defenda”, contou.
Em seguida, o presidente fez um paralelo com a sua prisão e afirmou ter “decidido ficar no Brasil para se defender”.
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As declarações foram dadas durante um entrevista para o portal UOL.
Convocação barrada
Ele entrou na mira de parlamentares da oposição após a publicação de reportagens que afirmaram que o filho de Lula teria recebido dinheiro de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.
O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), chegou a afirmar que Lulinha teria sido contratado para atuar como uma espécie de lobista em favor de Antunes.
Fábio Luís Lula da Silva não é investigado no esquema de descontos fraudulentos em aposentadorias e pensões.
CPMI do INSS
As investigações sobre fraudes no INSS se desenvolveram a partir da descoberta de descontos irregulares e operações não autorizadas que afetaram aposentados e pensionistas.
A CPMI do INSS busca esclarecer como esses descontos foram realizados sem consentimento e entender a atuação do órgão na fiscalização desses processos, ouvindo dirigentes e solicitando documentos para mapear a extensão das irregularidades e os mecanismos que permitiram que elas ocorressem.
Com o avanço das apurações, surgiram indícios de um esquema mais amplo, envolvendo irregularidades em contratos e falhas de controle, o que levou o colegiado a aprofundar a análise de reclamações de beneficiários, documentos apresentados para justificar cobranças e eventuais responsabilidades administrativas.
As diligências seguem em curso, com depoimentos reagendados e novas frentes de investigação abertas para dimensionar o impacto das fraudes e identificar os responsáveis.
Fonte G1 Brasília