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Lula diz que forças políticas da França ‘se uniram contra o extremismo’

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva escreveu em seu perfil nas redes sociais neste domingo (7) que está “muito feliz” com o prognóstico de vitória da esquerda na eleição legislativa na França. Lula disse também que o resultado das pesquisas de boca de urna mostra a importância do diálogo entre os setores progressistas da sociedade para a defesa da democracia e para barrar o extremismo.

O provável resultado da eleição na França representa uma reviravolta. No primeiro turno, disputado na semana passada, a extrema direita da política conservadora Marine Le Pen havia se destacado com uma votação recorde.

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Mas, no segundo turno, neste domingo, as alianças do centro e da esquerda conseguiram prevalecer e deixaram o partido de Le Pen em terceiro lugar.

Em sua mensagem, Lula citou também a vitória dos trabalhistas na eleição da Inglaterra, na semana passada.

“Muito feliz com a demonstração de grandeza e maturidade das forças políticas da França que se uniram contra o extremismo nas eleições legislativas de hoje. Esse resultado, assim como a vitória do partido trabalhista no Reino Unido, reforça a importância do diálogo entre os segmentos progressistas em defesa da democracia e da justiça social. Devem servir de inspiração para a América do Sul”, afirmou Lula.

Primeiro turno

No primeiro turno, no último domingo (30), o Reunião Nacional, partido de extrema direita de Marine Le Pen, conquistou a maioria dos votos: 33% deles. A Nova Frente Popular, um grande bloco de partidos de esquerda, ficou em segundo lugar, com 28% dos votos, e o bloco centrista do presidente francês, Emmanuel Macron, terminou em terceiro lugar, com 20% dos votos.

Esquerda e centro desenham o cordão sanitário contra a extrema direita desde a semana passada, quando Macron propôs a formação de uma aliança. A união, na prática, daria a esse novo grupo a maioria no Parlamento, o que, na França, garante o direito de nomear um primeiro-ministro.

Ao longo da semana, mais de 200 candidatos centristas e de esquerda desistiram das disputas para aumentar as chances de seus rivais moderados e tentar impedir que candidatos da extrema direita vencessem. O cordão sanitário também ganhou apoio de celebridades como o ex-jogador Raí e Mbappé, o capitão da seleção francesa.

De acordo com as principais pesquisas de intenção de voto divulgadas nesta semana, o número de assentos do bloco da esquerda e do centro seria suficiente para garantir uma maioria absoluta, de 289 cadeiras no Parlamento francês, e, assim, indicar um primeiro-ministro. Mas há incertezas em relação à participação dos eleitores.

Essa possibilidade pode impedir que Macron tenha de governar em uma situação no mínimo desconfortável: ao lado de um premiê opositor.

Pelo sistema político da França, semipresidencialista, o primeiro-ministro, indicado pelo partido ou coalizão que conquistam maioria no Parlamento, governa em conjunto com o presidente — este eleito em eleições presidenciais diretas e separadas das legislativas e que, na prática, é quem ganha mais protagonismo à frente do governo.

No cenário de os dois serem de lados opostos, forma-se o chamado governo de coabitação. Nesse modelo, o presidente mantém o papel de chefe de Estado e da política externa ? a Constituição diz que ele negocia também tratados internacionais?, mas perderia o poder de definir a política doméstica e de nomear ministros, o que ficaria a cargo do primeiro-ministro.

Isso aconteceu pela última vez em 1997, quando o presidente de centro-direita, Jacques Chirac, dissolveu o Parlamento pensando que ganharia uma maioria mais forte, mas, inesperadamente, perdeu o controle da Casa para uma coalizão de esquerda liderada pelo partido socialista.

Caso a boca de urna não se confirme e a extrema direita ganhe, Macron terá de nomear um adversário, o jovem líder do RN, Jordan Bardella, de 28 anos, para o cargo de primeiro-ministro — se optar por não fazê-lo, ele pode ser alvo de uma Moção de Censura, um recurso do Legislativo no qual deputados votam se querem mantê-lo ou não no cargo.

Fonte G1 Brasília

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