REDES SOCIAIS

35°C

Lula sanciona lei que taxa offshores e fundos exclusivos

Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email

O presidente Lula (PT) sancionou a lei que prevê a taxação das offshores e dos fundos exclusivos. O texto recebeu somente um veto em um parágrafo. A lei foi publicada em edição do Diário Oficial da União desta quarta-feira (13).

As offshores são investimentos no exterior. Já os fundos exclusivos são fundos de investimento personalizados para pessoas de alta renda.

O texto foi aprovado pelo Senado no fim de novembro, criando taxações que não existiam sobre esses tipos de fundo de investimento. Entenda mais abaixo.

A aprovação e sanção da lei era considerada essencial para a equipe econômica do governo, que trabalha para aumentar a arrecadação e zerar o déficit nas contas públicas.

A expectativa do governo é arrecadar quase R$ 30 bilhões até 2025 com a nova lei.

O único veto no texto foi em relação a um artigo que definia os sistemas de negociação de Fundos de Investimento em Ações, que deveriam operar como sistemas centralizados multilaterais de negociação.

O veto foi uma solicitação do Ministério da Fazenda, por excluir os sistemas centralizados bilaterais de negociação. Segundo o governo, o texto criava uma barreira, provocando danos à livre concorrência e desenvolvimento do mercado de capitais.

Entenda a nova lei

window.PLAYER_AB_ENV = “prod”

?Offshores

Offshores são rendimentos obtidos fora do Brasil, por meio de aplicações financeiras ou empresas no exterior.

  • Antes, a tributação ocorria somente quando o lucro obtido com investimentos no exterior é transferido para a pessoa física no Brasil. Ou seja, se a pessoa decidir manter os recursos no exterior, a tributação pode ser postergada ou nunca acontecer.
  • Com a nova lei, a tributação será feita uma vez ao ano, em 31 de dezembro, e será de 15%.

?Fundos exclusivos

Os fundos exclusivos são feitos de forma personalizada para o cotista e, atualmente, têm pagamento de imposto somente no momento do resgate da aplicação.

  • Como no caso das offshores, o resgate pode ser postergado com a intenção de adiar o pagamento do imposto.
  • Segundo a lei, a tributação dos fundos exclusivos será realizada duas vezes ao ano, a cada seis meses ? o chamado “come-cotas?, que já é aplicado hoje a outros tipos de fundos.

Pelo texto aprovado, a taxa vai variar conforme o tempo de duração dos investimentos:

  1. 15% no caso de fundos de longo prazo; e
  2. 20% no caso de fundos de curto prazo ? com até um ano ou menos.

Estimativas do Planalto apontam que 2,5 mil brasileiros têm recursos aplicados nos chamados fundos exclusivos. Há exigência de investimento mínimo de R$ 10 milhões, com custo de manutenção de até R$ 150 mil por ano.

?Atualização de rendimentos

O relator também reduziu de 10% (proposta do governo) para 8% a taxa para quem optar, de forma voluntária, por atualizar os rendimentos obtidos no exterior até 31 de dezembro deste ano.

A medida seria vantajosa já que a taxação proposta para as offshores a partir de 2024 é de 15%.

No caso dos fundos exclusivos, será obrigatório o pagamento de imposto sobre o estoque de rendimentos obtidos até 31 de dezembro deste ano.

O relatório propôs duas condições de pagamento:

  • alíquota de 15%, com pagamento em até 24 parcelas mensais, sendo a primeira parcela até 31 de maio de 2024; ou
  • alíquota menor, de 8%, sobre os ganhos acumulados até novembro deste ano, e parcelamento em 4 parcelas mensais, começando em dezembro. Já os lucros obtidos em dezembro de 2023 deverão ser pagos à vista em maio do próximo ano.

A nova versão agrada o governo, que defende que o imposto de renda sobre o estoque de ganhos obtidos com fundos exclusivos comece a ser pago ainda este ano — já que a antecipação de recursos compensaria o aumento da isenção do imposto de renda, que já está em vigor.

{
“data”: {“app”:{“image”:”https://s2-g1.glbimg.com/c23a8yFjvDV17PPUN5jOFhfYLFE=/540×304/middle/smart/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/1/n/I6jgLtTyuiAxfMClSrQQ/dolar1.jpg”},”title”:”Entenda o que su00e3o offshores e os fundos exclusivos que o governo vai tributar”,”type”:”editorial”,”url”:”https://g1.globo.com/economia/noticia/2023/11/29/entenda-o-que-sao-offshores-e-os-fundos-exclusivos-que-o-governo-vai-tributar.ghtml”,”web”:{“desktop”:”https://s2-g1.glbimg.com/vl8_aOeftQUasxxIbkFEHcsrpD0=/320×200/middle/smart/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/1/n/I6jgLtTyuiAxfMClSrQQ/dolar1.jpg”,”image”:”https://s2-g1.glbimg.com/c23a8yFjvDV17PPUN5jOFhfYLFE=/540×304/middle/smart/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/1/n/I6jgLtTyuiAxfMClSrQQ/dolar1.jpg”,”mobileSizes”:{“L”:”https://s2-g1.glbimg.com/klBJ-Z2_kGoYTKDHIwIPvDLWgEo=/414×468/middle/smart/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/1/n/I6jgLtTyuiAxfMClSrQQ/dolar1.jpg”,”LL”:”https://s2-g1.glbimg.com/ybXit-IY_ZQGnaxaPZtfBdClSnw=/480×543/middle/smart/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/1/n/I6jgLtTyuiAxfMClSrQQ/dolar1.jpg”,”M”:”https://s2-g1.glbimg.com/knKjRKW91IhMh8WNzGwzMqHGboQ=/375×424/middle/smart/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/1/n/I6jgLtTyuiAxfMClSrQQ/dolar1.jpg”,”S”:”https://s2-g1.glbimg.com/quJKrpu8903ic6JHA-B9kuAyVas=/320×362/middle/smart/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/1/n/I6jgLtTyuiAxfMClSrQQ/dolar1.jpg”}}}
}

VÍDEOS: tudo sobre política

Fonte G1 Brasília

VÍDEOS EM DESTAQUE

ÚLTIMAS NOTÍCIAS