Mishustin liderou a delegação composta por ministros e dirigentes de agências do governo russo para participar da VIII Reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação (CAN).
Criada em 1997, a CAN é liderada pelo vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, e pelo chefe do governo da Rússia.
Segundo o Itamaraty, durante o encontro, Lula insistiu que é importante acompanhar as iniciativas pactuadas para que os dois países possam produzir resultados e colher benefícios concretos.
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Ainda de acordo com o governo brasileiro, Lula e o primeiro-ministro russo “concordaram sobre o potencial ainda pouco explorado do comércio bilateral, cujas cifras ainda não espelham o tamanho das duas economias”.
Em 2025, o Brasil comprou mais do que vendeu para a Rússia. A corrente comercial Brasil?Rússia alcançou US$ 10,9 bilhões, sendo US$ 1,5 bilhão em exportações brasileiras e US$ 9,4 bilhões em importações.
Parceria estratégica
Após a VIII Reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação (CAN), Brasil e Rússia divulgaram uma declaração conjunta.
No texto, os dois países reforçaram um compromisso recíproco de fortalecimento da parceria estratégica.
“O Vice-Presidente da República Federativa do Brasil e o Presidente do Governo da Federação da Rússia mencionaram, entre as prioridades do fortalecimento da parceria estratégica bilateral, a ampliação de sua base econômico-comercial, mesmo em contexto de desafios externos, de modo a ampliarem-se as trocas comerciais, assim como promover maior variedade da pauta comercial, inclusive com produtos de alto valor agregado.”
Zona de paz
Em outro trecho, a nota cita também a confirmação de um compromisso com “o sucessivo fortalecimento da parceria estratégica do BRICS, de sua continuidade e de seu espírito de consenso. O Brasil e a Rússia expressaram sua intenção de contribuir para a Presidência da Índia em 2026, inclusive para a exitosa realização da XVIII Cúpula do BRICS em Nova Delhi”.
Brasil e Rússia destacaram ainda a “importância da manutenção do status da América Latina e Caribe como zona de paz, construída sobre o respeito mútuo, a solução pacífica de controvérsias e a não intervenção, conforme a Declaração dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) de 2014.”
Fonte G1 Brasília