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‘Matei outra metade de inveja’, diz Lula sobre ter sido capa da revista Time

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O pré-candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva disse, durante discurso na noite desta quinta-feira (5) em Campinas (SP), que causou inveja em adversários ao ser escolhido como capa da revista norte-americana “Time”. O ex-presidente deu entrevista ao periódico, que divulgou o material na quarta-feira (4).

O evento desta quinta com Lula ocorreu no teatro de arena da Unicamp. Após cerca de uma hora de discurso, o ex-presidente afirmou que estava com a “garganta ruim”, mas que não falaria palavrão porque o presidente Jair Bolsonaro (PL) o citaria.

“Eu não vou falar palavrão porque se não o Bolsonaro já coloca na fake news dele: ‘Lula falou palavrão’. E eles, gente, eles agora estão com uma raiva de mim. Eles já têm raiva porque o Haddad falou que eu tenho muito título doutor honoris causa”, afirmou.

“E eu tenho título que matou meus adversários de inveja. Sou doutor honoris causa da Sciences Po. Olha que chique, olha que chique, eu nem sabia falar. Título de doutor honoris causa na França na Sciences Po. E essa semana eu matei outra metade de inveja porque eu saí na capa da revista Time, gente”, completou o ex-presidente.

A “Time” divulgou na quarta-feira a capa com Lula, com a data de 23 de maio. O título da edição é “O segundo ato de Lula“. No subtítulo, a revista escreveu: “O líder mais popular do Brasil busca retornar à Presidência”.

Na entrevista, Lula disse que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, é tão responsável quanto o presidente russo, Vladimir Putin, pelo conflito entre os dois países.

Na chegada à Unicamp, o g1 perguntou ao ex-presidente se ele ainda pensa da mesma maneira sobre o que disse na entrevista, mas Lula não respondeu.

Evento na Unicamp

Além de Lula, o pré-candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT), além de membros do partido e de outras siglas que apoiam o ex-presidente, estiveram na atividade. Lula chegou ao teatro de arena por volta de 20h e ouviu falas de estudantes antes de discursar.

Dois membros do movimento estudantil indígena entregaram uma carta para cobrar a ampliação da bolsa para permanência estudantil, participação indígena no Conselho Nacional de Educação e conselhos estaduais, além da recomposição orçamentária das universidades e outras demandas. Durante o discurso, eles lembraram os recentes ataque à comunidade Yanomami.

Antes, o ex-presidente também se reuniu com o reitor da universidade, Antonio José de Almeida Meirelles, o Tom Zé, que entregou uma carta na qual a instituição reivindica medidas como autonomia financeira e incentivo à ciência nas educações fundamentais e médias.

O documento da Unicamp, que contém 10 propostas ao todo, também será encaminhado aos outros presidenciáveis.

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Sumaré


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Durante a manhã, Lula esteve na Vila Soma, em Sumaré (SP), onde criticou ou presidente Jair Bolsonaro (PL) ao afirmar que ele só atendeu os filhos e os “milicianos que cercam ele” durante o mandato.

Lula afirmou que a melhora da vida das pessoas começa pelas cidades, onde os serviços públicos são oferecidos. “E nosso atual presidente vai terminar o mandato, porque nós vamos colocar ele pra fora, sem nunca ter atendido os prefeitos”.

“Nunca atendeu prefeito, nunca atendeu governadores, nunca atendeu sindicalista, ele nunca atendeu nenhum movimento neste país. Ele só atende os filhos dele e os milicianos que cercam ele. É só isso que ele faz”, disse o ex-presidente.

Lula também disse que Bolsonaro fica “causando terror” e mentindo “sete vezes por dia através do fake news”.

“O povo é soberano e o Bolsonaro fica colocando medo nas pessoas. [Dizendo] ?Porque a campanha vai ser suja, porque a campanha vai ter muita mentira, muita agressividade?. Eu queria dizer para esse cidadão, que por acaso virou Presidente da República, que nós vamos fazer uma campanha limpa”.

Acompanhado do pré-candidato a governador de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, e por lideranças do partido e de outras siglas que o apoiam, Lula também defendeu a não privatização dos Correios, da Eletrobrás e do Banco do Brasil.

“Vamos tentar evitar que os Correios sejam privatizados, como nós vamos evitar que a Eletrobras seja privatizada, que o Banco do Brasil seja privatizado. Vamos recuperar a Petrobras para o povo brasileiro”.

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Fonte G1 Brasília

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