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Ministros aconselham Lula a não personificar em Campos Neto críticas aos juros altos

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Ministros do Palácio do Planalto aconselharam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a evitar novas críticas diretas ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e baixar o tom ao tratar da política monetária.

Segundo interlocutores do Planalto, a sugestão dos ministros foi de que Lula não deve personificar a discussão da taxa de juros na figura do presidente do BC e, sim, discutir “a tese” de forma mais geral e abrangente, quando voltar ao assunto.

Lula ouviu esses conselhos do seu trio de ministros mais próximos. Alexandre Padilha, da Secretaria de Relações Institucionais; Rui Costa, da Casa Civil, e Paulo Pimenta, da Secretaria de Comunicação.

Os três aos poucos vão se consolidando como os principais conselheiros de Lula em decisões que envolvem negociações políticas. O presidente tem tido reuniões com o trio quase todos os dias.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sempre foi muito próximo de Lula, mas costuma dar aconselhamentos de ordem mais técnica e menos política.

Na avaliação dos ministros palacianos, as críticas a Campos Neto acabaram dando muita visibilidade ao presidente do BC.

O arranjo agora é para que o PT, enquanto instituição, e parlamentares do partido façam as críticas mais incisivas ao BC. “O PT é o novo José Alencar do Lula”, definiu uma fonte palaciana. Nos primeiros mandatos de Lula, cabia principalmente ao vice-presidente, José Alencar, um industrial, as críticas aos juros altos.

Deputados petistas ouvidos pelo blog avaliam que as últimas declarações de Campos Neto sobre Lula e Haddad até podem ser vistas como um bom sinal, mas ainda são insuficientes porque não houve aceno de que ele defenderá a redução de juros nos próximos meses.

Fonte G1 Brasília

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