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Mulher apontada por prefeitos como secretária de pastores foi 4 vezes ao Planalto entre 2019 e 2022

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Nely Jardim, apontada por prefeitos como secretária dos pastores próximos ao Ministério da Educação, esteve quatro vezes no Palácio do Planalto entre 2019 e 2022. Em pelo menos três dessas idas à sede do governo federal, os horários de entrada dela coincidem com os do pastor Arilton Moura.

Os dados foram obtidos pelo TV Globo por meio da Lei de Acesso à Informação. De acordo com os registros oficiais, no palácio ela foi à Secretaria de Governo, responsável pela articulação com o Congresso, e à Casa Civil.

Como revelou a TV Globo em 24 de março, alguns prefeitos relataram que ela se apresentava aos gestores dos municípios como auxiliar dos pastores. E que Nely oferecia ajuda para liberar verbas do MEC, em troca de que os prefeitos dessem apoio eleitoral aos candidatos que ela indicasse.

Moura e outro pastor, Gilmar Santos, estão no centro das denúncias de irregularidades no MEC. Áudio revelado em março pelo jornal “Folha de S. Paulo” mostra o ex-ministro Milton Ribeiro dizendo a prefeitos que repassava verbas da pasta para municípios apontados pelos dois pastores. Ribeiro afirmou ainda que fazia isso a pedido do presidente Jair Bolsonaro.

Depois da repercussão do caso, Ribeiro negou que favorecesse os pastores e que Bolsonaro tivesse feito o pedido. Ele foi demitido do cargo, mas a crise no MEC não foi estancada.

Prefeitos foram a público para dizer que receberam pedidos de propina dos pastores, que queriam dinheiro e até ouro para facilitar o acesso dos municípios às verbas do MEC.

Os pastores não tem cargo no MEC. Nely também não.


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Atuação de Nely

Um prefeito que não quis se identificar contou que, em uma reunião com gestores municipais no Ministério da Educação, em março de 2021, foi abordado por Nely.

Segundo o prefeito, ela ofereceu um contrato de “assessoria” para ajudar na liberação de recursos do MEC. Depois, de acordo com o relato, ela ofereceu acesso ao orçamento de dois ministérios em troca de apoio eleitoral para candidatos que ela indicasse.

Nely aparece nos registro da reunião do MEC como “assessora”, sem mais especificações. Na época, ela trabalhava com o partido MDB, na Câmara, mas foi demitida pouco depois.

Em outros eventos no MEC, ela foi registrada como representante da Igreja Cristo para Todos.

Mensagem

O prefeito que não quis se identificar contou que, em mensagem de celular, Nely escreveu:

“Estamos com orçamento do MEC e Saúde […]Queremos em troca uns votos para nosso deputado estadual da igreja. Interessa?”

O prefeito responde que sim e pergunta quem seria o candidato. Nely então diz que “é novo” e sugere a ele que entre em contato com o pastor Arilton.

O prefeito conta que não fez o contato e, pouco tempo depois, as mensagens foram interrompidas.

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Fonte G1 Brasília

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