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Na Bahia, Haddad defende decisão de Dino contra ‘penduricalhos’ ilegais, e diz que decisão final cabe ao Congresso

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta sexta-feira (6) a decisão tomada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino de suspender e revisar os “penduricalhos” ilegais dos Três Poderes.

“Eu penso que a solução final para isso virá do Congresso. Então, Flávio Dino, nesse sentido, o ministro tem razão. Quer dizer, quem tem que regulamentar essa matéria é o Congresso”, ponderou o ministro.

Fernando Haddad ainda mencionou que tem defendido ao longo de três anos uma legislação adequada para regular verbas indenizatórias.

“Não pode ficar sem regra, porque a verba indenizatória, como o próprio nome diz, é um ressarcimento. Está indenizando alguma coisa que o servidor gastou para cumprir uma obrigação funcional. Perdeu-se um pouco esse conceito ao longo dos anos”, justificou.

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O ministro ainda mencionou que a quantidade de indenizações como essas não são razoáveis e afirmou que “sempre defendeu” um teto.

Haddad lamentou também a paralisação da reforma administrativa no Congresso, que tem objetivo combater os supersalários no serviço público.

“O deputado Pedro Paulo [relator da reforma administrativa], por exemplo, apresentou uma proposta de regulação disso na forma de uma PEC, então que não foi apreciada e havia uma pressão da sociedade por uma reforma administrativa que colocasse o dedo nessa ferida e a coisa não prosperou”, lembrou.

Haddad está em Salvador, na Bahia, onde participou de reunião do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores. As declarações foram dadas a jornalistas após o evento.

– Esta reportagem está em atualização

Fonte G1 Brasília

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